Olá amigo leitor, estou muito feliz com essa publicação e divido com você minha alegria: hoje completo 40 colunas publicadas no último ano como colunista colaborador da Folha2. Já estou, inclusive, pensando em ampliar e aprofundar todas elas e publicar um livro, já em 2011, com um fOcO multiprofissional da velhice. Não seria interessante? Será um olhar multidisciplinar e biopsicosocial de um gerontólogo pesquisador e apaixonado pelo que faz.
Minha alegria também expande-se para agradecer o seu carinho, apoio e participação de forma direta e indireta em minha coluna. Obrigado a todos que me escreveram em 2010 sugerindo, interrogando, criticando ou elogiando os temas abordados; e foram muitos.
E assim, mais um Natal chega, e como todos sabemos, um período que passa muito longe de se realizar com o seu verdadeiro significado. Basta sairmos de casa para encontrarmos pessoas ''boazinhas'' comprando... comprando... e comprando cada vez mais; e fico na tenra reflexão: será que tudo isso é necessário?
Aí compreendemos como a ilusão do sistema capitalista leva a maior parte das pessoas a entrarem nesse processo consumista, sem planejamento, sem reflexão, sem visão de futuro, sem poupar, etc. E nesse sentido, sentindo-se participativo do ''esquema'', as pessoas encontram a felicidade de fazer parte do comum, ou seja, do que é ''imposto'' a tudo e a todos, e o pior, uma estrutura festiva importada de outras culturas e que já passa da hora de ser readaptada aqui no nosso Brasil - ainda meio tropical.
A hipocrisia desse período que tudo pode, e de todo mundo ser solidário e se redimir da culpa, também impregna-se no ar, buscando amenizar um olhar crítico que não nos permite dormir em paz pelo não feito durante todo o ano. Afinal, é Natal! Um período que você já deve ter percebido que eu não aprecio, como muitos outros brasileiros. Sou contra até os pais que levam seus filhos pra sentar no colo do ''bom velhinho'', tirar fotos e fazer um pedido. Um hábito americano sem graça que, na minha opinião pessoal, pode até fomentar a pedofilia. Já pensou nisso?
Então, temos que pontuar de onde vem o dinheiro que movimenta o consumo desenfreado do momento; lógico que todos sabemos que o 13º salário injeta na economia milhões de reais, mas, os recursos alternativos, como o crédito fácil, também dão uma forcinha nesse momento aos descontrolados consumidores. Por isso meu fOcO hoje está nos empréstimos consignados para idosos; porque sei que muitos na 3 idade buscam esse recurso nessa época do ano para dar uma forcinha à ceia da família ou garantir presentinhos para todos seus entes queridos que multiplicam-se.
Não é novidade que algumas instituicões financeiras movimentam operações de crédito consignado com juros menores para idosos, porque no momento da contratação, o cliente autoriza o débito das parcelas diretamente do seu benefício mensal. Uma regra geral é que o valor mensal não comprometa mais do que 30% da renda bruta comprovada pelo idoso. Agora, o problema não é o hoje, é a dificuldade em planejar-se, ou melhor, vislumbrar o futuro para daqui 12, 18, 24 ou 36 meses; pois não se sabe o que vai acontecer e isso pode vir a ser um problema.
Então, amigo leitor na 3 idade, cuidado com as propagandas, com a ilusão de possuir tudo o que a mídia diz ser interessante; não se iluda com as propostas fáceis! Aproveite a maturidade da velhice que lhe dá o discernimento entre o ''TER'' e o ''SER'', e brinde o mundo com a experiência conquistada.
Que 2011 seja um ano de competências frutificadas!

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