Maturidade em fOcO
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Marcelo Caires 
Idoso consciente = direitos garantidos!
Hoje vou falar de algumas vertentes bastante provocativas. Minha intenção é convidar você leitor(a) que acompanha a coluna a refletir acerca dos temas e, quem sabe, nos ajudar com providências - ações no seu dia a dia que transformem nosso ambiente social.
Começo com um sério problema que observo no comportamento da 3ªidade: muitos idosos não possuem um comportamento disciplinar ou não sabem cobrar da sociedade alguns dos direitos garantidos por lei, não fazendo valer os seus direitos, ou seja, não se aproximam de um lugar/serviço inadequado ou que esteja sendo utilizado indevidamente por outras faixas etárias e questionam os responsáveis pelo feito, exigindo providências imediatas. Afinal, amigo(a) leitor(a) a lei não acontece sozinha e, muito menos, para pessoas omissas. É preciso que todos e todas a coloquem em prática; em todas as oportunidades!
Penso ainda que isso ocorra talvez porque muitos desconhecem as leis ou têm dificuldades de lidar com a maturidade; um certo preconceito que se revela como um dos resultados dos estigmas destrutivos que são implantados no imaginário coletivo social ao longo de nossas vidas sobre o que é o envelhecimento e suas subjetivas consequências. Afinal, além de conhecer a lei, precisamos lutar pela prática dela; pois um idoso calado, não significa um idoso a menos no nosso quadro populacional. Reflita!
Comer de forma abusiva
Será que tudo precisa acabar em comida? Que o prazer oral precisa ser, além do primeiro na nossa existência, o único a sobrar na velhice? Que você encontre seus parentes ou amigos sempre ao redor de uma mesa? Que tal pensarmos em novas formas de confraternização?
Fico impressionado quando vejo numa reunião de grupo de idosos, o momento do ataque à mesa de guloseimas (geralmente também impróprias para o consumo na 3ªidade). Quando liberam a mesa, o que parece é que a comida vai fugir da festa e que as pessoas tem que correr desesperadamente para agarrá-las ou ainda guardar os ítens mais atrativos numa sacolinha a ser levada para casa, antes mesmo que todos os colegas se sirvam, deixando de dar o direito a todos de também se deliciar dos ítens mais sedutores. Uma falta de educação tremenda!
Será que é por aí?! Será que não estão confundindo o amadurecimento da liberdade na terceira idade com libertinagem? A impressão que se tem é que muitos idosos acreditam que agora é o momento de esquecer o bom comportamento exemplar tão cobrado na infância e na adolescência pelos seus pais e botar pra quebrar. Fazer tudo sem limite ou bom senso, simplesmente, porque se está cansado de cumprir regras... regulamentos... etc.
Atendimento preferencial
Sou radicalmente contra a imagem medonha de um corpo inclinado/debilitado com uma bengala para indicar que o espaço está reservado para idosos - caso para as autoridades públicas ou o Conselho Municipal do Idoso resolverem. Nada mais estigmatizante, você não acha, conhecendo o perfil dos novos idosos que encontramos hoje?
Além disso, o que vejo nos ambientes públicos e privados, no geral, é uma falta de respeito muito grande com a terceira idade. Agora, para mudarmos essa situação, gaste alguns minutos do seu tempo chamando o gerente responsável pelo local e advirta-o quanto ao problema vivenciado ou observado. Com isso, estaremos educando a sociedade de que idosos possuem, garantido por Lei, alguns direitos que devem ser observados e postos em prática.
Enfim, termino destacando que nem todos agem dessa forma! São exemplos de um bom comportamento e possuem um projeto de vida encantador na terceira idade; porém, ainda são a minoria. Assim, resolvi atender aos pedidos e anseios dos meus leitores, e chamar a atenção para os temas evidenciados. Por favor, continuem me escrevendo. É sempre uma alegria receber elogios, críticas, sugestões ou reclamações.
Uma ótima semana!


