Essa semana a agenda cultural londrinense destaca o 7º Festival de Dança (de 11 a 18 de outubro), com mostras coreográficas de notável performance e cursos com profissionais de renomada experiência. Um festival que historicamente vem se adaptando às mutantes necessidades dos seus participantes, sem esquecer os desejos do público que aprecia e acompanha nas salas de espetáculos essa ascendente forma de expressão artística.
Estimulado pelo evento, resolvi abordar dicas para a prática da dança como um fator preponderante a impulsionar, prazerosamente, a qualidade de vida, a atividade física e mental, além da sociabilização e a afetividade na maturidade.
A dança de salão, por exemplo, se praticada 2 ou 3 vezes por semana agrega algumas vantagens aos que incluirem essa atividade na sua rotina. Segundo Augusto Bogo, diretor de uma escola de dança que leva o seu nome localizada no centro da cidade, dançar o bolero, a marcha, o vanerão ou o forró, como exemplos de atividades aeróbicas, oferece condicionamento físico e, em especial, o cardiovascular.
Com foco na socialização e um inevitável toque de bom humor, inerente à quem se propõe ensinar essa modalidade física e artística, as aulas de dança de salão trabalham também a desinibição, o toque no outro e do outro em você, além de combater a timidez; ampliam a comunicação gestual e corporal e oferecem a prática da sensibilização musical, o que desenvolve a escuta e a ação rítmico-motora, além de exercitar a memória e a concentração.
A esse respeito, no clássico ''Dança: uma experiência de vida'', a precursora bailarina e professora Maria Fux registra alguns pensamentos fundamentais para nos motivar a praticar a escuta musical através da dança ''...o movimento, unido ao estímulo musical, permite uma compreensão total da música''; ''a apreciação musical nunca deveria ser estática''; e ''a vivência musical se amplia e se enriquece quando de estende ao corpo''.
Preocupando-se em impulsionar a socialização e promovendo atividades de extensão às aulas, a escola pode ainda organizar bailes temáticos que funcionam como um laboratório prático dos passos aprendidos, fortalecendo também as novas amizades conquistadas entre os alunos.
Na terceira idade, dançar permite ao idoso conhecer, reconhecer e admirar seu próprio corpo; promove dinâmicas para a percepção das partes distintas do corpo em si e desse corpo em movimento no espaço em que se encontra; permite trabalhar simultaneamente com o equilíbrio e a lateralização - importante instrumento no processo de desenvolvimento da motricidade e do autoconhecimento, além de torná-lo mais sensível, perpicaz e expressivo.
Enfim, na coluna da semana passada orientei sobre a prática e aprendizagem musical na terceira idade. Se o seu tempo e orçamento comportarem, pode ser interessante romper com a rotina adicionando à aula de música, aulas semanais de dança. Afinal, duas áreas que se complementam e que potencializam o trabalho com o raciocínio e com a compreensão do mundo interno e externo. Apenas não esqueça de realizar um diagnóstico cardiovascular antes de iniciar as atividades; pois, aos sedentários, uma simples aula de dança sem um diagnóstico preventivo pode desencadear alguns desconfortos.
Uma ótima semana.

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