São Paulo - A ministra da Cultura, Marta Suplicy, enviou ontem de manhã sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff. "Volto para o Senado Federal para representar o Estado de São Paulo, por mais quatro anos, com muito vigor, energia e com o firme propósito de fazê-lo com amplitude, seriedade e grandeza", afirmou a ex-ministra no documento protocolado na Casa Civil.
A ex-ministra também desejou sorte a Dilma e ‘sugeriu’ que a presidente escolhesse uma equipe econômica mais independente, experiente e comprovada. "Todos nós, brasileiros, desejamos, neste momento, que a senhora seja iluminada ao escolher sua nova equipe de trabalho, a começar por uma equipe econômica independente, experiente e comprovada, que resgate a confiança e credibilidade ao seu governo e que, acima de tudo, esteja comprometida com uma nova agenda de estabilidade e crescimento para o nosso país. Isto é o que hoje o Brasil, ansiosamente, aguarda e espera."
Marta também ressaltou os avanços alcançados pelo ministério apesar do baixo orçamento destinado à pasta. "Em meio a inúmeras demandas e carências orçamentárias do Ministério da Cultura, focamos nosso trabalho em valores que nos são preciosos: inclusão da população na produção de cultura e ampliação do acesso aos bens culturais", afirmou.
Para o lugar de Marta, já estão sendo cogitados alguns nomes. O ex-ministro Juca Ferreira, convocado às pressas no final de agosto pela presidente para ocupar cargo de comando na campanha, agora é um dos principais nomes. Outro que surge com força é o atual presidente do Instituto Brasileiro de Museus, Ângelo Oswaldo de Araújo Santos. A presidente gostou da forma habilidosa, diplomática porém firme, como Angelo Oswaldo conduziu a nova legislação de museus do País, sancionada há um ano. A deputada federal Jandira Feghali (PC do B), e o músico e ex-ministro Gilberto Gil também seriam nomes cogitados.
Em viagem ao Qatar, a presidente Dilma soube da carta de demissão ao desembarcar, e informou que só dará entrevista hoje.

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