Marisa Orth se destaca em Sangue Bom
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sexta-feira, 09 de agosto de 2013
Alex Francisco<br>Folhapress 
São Paulo - "As pessoas me chamam de Damáris, de Magda, mas, cada vez mais, de Marisa Orth." É assim que a atriz comemora o fato de o público lembrar com carinho de sua trajetória na TV. Atualmente na pele da imprevisível Damáris, de "Sangue Bom" (Globo), ela afirma que as loucuras de sua personagem - que já são muitas, como se vestir de luto no dia de seu divórcio - estão fundamentadas na vida real. "Toda família tem uma maluca assim, né? Daquelas que, até sem querer, dá vexame nas festas", diz.
No pé do ex-marido, Wilson (Marco Ricca), ela vive fazendo de tudo para se reaproximar dele. "Na verdade, ela é obcecada pela instituição que é o casamento, pela tradição. Tanto que nem se preocupa com os filhos."
Mas todo o conservadorismo de Damáris, que chegou a exigir castidade de seu motorista, Lucindo (Rodrigo Lopez), cairá por terra nas próximas semanas. É que ela adotará uma nova personalidade chamada Glades do Cabuçu. "É uma mutação. Ela vai dizer que é uma irmã gêmea. E essa nova mulher é completamente oposta a Damáris. É sexy e violenta. Vai deixar as mulheres-fruta no chinelo."
Convidada pelo diretor Dennis Carvalho e pela autora Maria Adelaide Amaral, Marisa afirma que não podia negar o convite para a novela. "Damáris foi escrita pensando em mim. Era absolutamente irrecusável. É um papel atraente, assim como a Bárbara Ellen e a Tina, pois ela vai ao extremo", avalia a atriz, referindo às personagens de Giulia Gam e Ingrid Guimarães, respectivamente.
Marisa revela que, em meio às loucuras de Damáris, criou um carinho por ela. "Eu fico com pena, mas ela não vai mudar tão cedo. Ainda bem que não conheço muitas pessoas desagradáveis como ela", comenta.
Segundo a autora Maria Adelaide, Marisa é uma das maiores atrizes brasileiras. "É um prazer escrever para ela, que dá a devida ênfase em cada palavra. É uma atriz de talento e de ótima formação. Ela faz drama e comédia com a mesma facilidade e talento", elogia.
História no humor
Considerada um dos grandes nomes do humor brasileiro, Marisa garante que leva seu trabalho a sério. "Todo personagem de humor tem, no fundo, uma crítica. Por isso, eu digo que o humor é coisa séria. A Damáris celebra valores deturpados", comenta.
Embora esteja em destaque com o papel na trama das sete, Marisa ficou sete anos afastada das novelas. A última que fez foi "Bang Bang" (Globo, 2005-2006), em que vivia a beata Úrsula. "Foi uma personagem que mudou muito no decorrer da novela. Ela era uma mulher bem-humorada, mas no século passado."
Entre uma novela e outra, Marisa divertiu o público em três séries na Globo: "Toma Lá Dá Cá" (2007-2009), "S.O.S. Emergência" (2010) e "Macho Man" (2011). "Série e novela têm ritmos diferente. A primeira é manejável, pois você conhece melhor o produto e o personagem. Novela tem uma dinâmica aberta", analisa.
Um grande parceiro
Marisa Orth sempre será lembrada por ter dado vida a Magda, do humorístico "Sai de Baixo". O sucesso da atração foi tanto que, neste ano, ela ganhou quatro episódios inéditos no canal pago Viva. "Magda, sem dúvidas, foi um divisor de águas na minha carreira. Foi a personagem que me consolidou, que me deu prestígio. Estive na pele dela por seis anos, e isso mudou a minha vida", diz Marisa.
Em cena, a atriz brilhava ao lado de Miguel Falabella, que interpretava Caco, seu marido. A química entre eles fez do casal um dos mais queridos do público, que tem na lembrança o bordão dele: "Cala a boca, Magda!"
Falabella é só elogios à companheira de trabalho. "Todos os momentos ao lado da Marisa são especiais. Caco e Magda foram construídos aos poucos, fruto de dois jogadores em cena. Um só fez sucesso por conta da existência do outro", avalia o ator.


