A primeira peça montada pelo dramaturgo Mário Bortolotto chamava-se ''Você viu uma azeitona por aí?''. Foi no início dos anos 80, quando ele surgiu nos palcos de Londrina à frente do grupo Cemitério de Automóveis, que mantém até hoje em São Paulo.
''Era muito ruim! Eu fiquei com vergonha dela'', revela ele para Antônio Abujamra durante o programa ''Provocações'', que vai ao ar hoje, às 23h, pela TV Cultura. O entrevistador traz à tona o incidente ocorrido em dezembro do ano passado num bar da Praça Roosevelt, na capital paulista, no qual Bortolotto levou três tiros de um assaltante após a apresentação de um espetáculo.
''Eu estava bêbado mesmo e reagi. Eu reagi a uma agressão. Se fosse só o dinheiro, ele tinha levado. Eu acho que fiquei famoso por causa dos tiros. Desde quando teatro deixa alguém famoso?'', diz. Quando questionado sobre o que espera encontrar após a morte, ele declara: ''Um bar aberto bem bacana, tocando blues e um monte de mulher gostosa.''
Autor de cerca de 50 peças teatrais, Bortolotto está sendo homenageado em Londrina nesta temporada pela Vila Cultural Cemitério de Automóveis, que lhe preparou vários eventos. No mês passado, ele esteve na cidade lançando livro e fazendo show com sua banda Saco de Ratos Blues. Também foi apresentado o espetáculo ''Felizes para Sempre'' - a primeira de quatro peças de sua autoria que serão montadas até o final do ano.
As outras são ''Diário das Crianças do Velho Quarteirão'', ''Gravidade Zero'' e ''Medusa de Rayban'' - esta última será dirigida por Paulo de Moraes, da Cia Armazém de Teatro, fundada em Londrina e radicada no Rio de Janeiro.
Serviço:
Programa ''Provocações'' entrevista Mário Bortolotto
Quando - Hoje às 23h
Onde - TV Cultura

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