Maringá cobra ações do governo
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2001
Marcos Zanatta De Maringá 
O Fórum Permanente de Cultura de Maringá realiza amanhã uma manifestação contra o veto do governador Jaime Lerner (PFL), ao Programa Estadual de Incentivo à Cultura. Aprovado no final do ano passado pela Assembléia Legislativa, o programa foi vetado por Lerner, preocupando as lideranças culturais de todo Estado. O governo não quer manifestações culturais e vem com projetos enlatados para o povo engolir, desabafa Pedro Uchôa, um dos organizadores da manifestação.
Ele lembra que a Usina do Conhecimento, instalada em Maringá há mais de dois anos, não tem como aprovar projetos, e se tornou mais um órgão que serve de cabide de emprego. As alegações do governador, de que o programa esbarra na Lei de Responsabilidade Fiscal e em questões técnicas, não convencem. Uchôa lembra que o governo sancionou projeto semelhante para o esporte amador. Agora, por questões políticas, Lerner vetou o programa.
A manifestação em Maringá começa às 10 horas na Praça Raposo Tavares, com a presença de artistas e organizadores de eventos culturais. No local será distribuída uma carta mostrando que o programa vetado pelo governador seria uma alternativa viável para a cultura. Hoje qualquer apoio é difícil e complicado se não houver um incentivo, diz Uchôa. Na carta o fórum compara Lerner ao ex-presidente Fernando Collor, que desmontou os principais organismos de apoio à cultura nacional.
O fórum de Maringá, formado por artistas e dirigentes de organismos do setor público e privado, foi formado para pressionar contra o veto do governador Lerner. Mas segundo Uchôa, vai atuar em outras lutas. A previsão é de ainda no primeiro semestre deste ano cobrar uma pauta de cultura da administração municipal. O prefeito José Cláudio (PT), lembra ele, tem um projeto para a área, que até agora não chegou à prática. Vamos aguardar a volta do Legislativo até para a mudança do organograma da prefeitura, e depois ver o que teremos do município, afirma.


