O show ‘‘Sissi na Sua’’, que traz Marina Lima de volta ao palco depois de seis anos de reclusão, é tecnicamente perfeito. Uma equipe de primeira linha acompanha a artista nesta fase, por ela mesmo definida de recomeço.
Um show de iluminação feito por Maneco Quinderé e os músicos que acompanham Marina, garantiram os melhores momentos. Os efeitos usados por Quinderé valeram o ingresso que não era dos mais baratos e, talvez, tenha deixado os fãs de Marina Lima de fora, já que o teatro estava com menos da metade de sua lotação.
Marina pensou em quase tudo para se livrar do estigma da depressão que a tirou do circuito: direção de Kiki Diaz, cenário de Gualper Pupo e Beli Araújo e figurino do badaladíssimo Alexandre Hercovitch.
Mas esta equipe não tirou Marina do chão. O figurino não convenceu apesar da assinatura. Em alguns momentos, quando apareceu toda de branco, lembrou figuras da nossa MPB que andam meio (para não dizer totalmente) fora de moda. Acertou Hercovitch quando colocou uma camisa de força na cantora. Pois é assim que ela está, amarrada, presa a emoções geradas por desacertos amorosos, meio ranzinza.
Apesar de estar sintonizada com o que é moderno, trazendo novos arranjos em seus antigos sucessos e em algumas músicas sampleando sua própria voz, Marina ficou devendo.
Ela não trouxe ao palco aquilo que todos queriam ver, o alto astral que a consagrou no ínicio de sua carreira, e sim uma Marina envenenada. Os remédios que ela tomou e os tratamentos que fez para se livrar da depressão ainda não fizeram efeito.

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