Há tempos, Marina não lança um disco elogiável. O último, ‘‘Sissí na Sua’’ (2000), foi uma pálida sombra de registros anteriores – e já longínquos – da cantora. Talvez por isso, seja interessante revisar sua trajetória assistindo à programação especial que o canal pago Multishow dedica a ela esta semana.
O ‘‘Por Trás da Fama’’ , hoje, às 21h30, por exemplo, traz uma retrospectiva de sua carreira mesclando entrevista, videoclipes, imagens de shows e depoimentos de Antonio Cícero, Lulu Santos, Ana Carolina e Tárik de Souza. ‘‘Marina é rock com outros elementos’’ – diz este último, tentando explicar a simbiose que a cantora personifica.
No programa, ela fala entre outras coisas do começo de sua parceria com o irmão Antonio Cícero e do longo período em que esteve afastada dos palcos e estúdios recentemente. Já no programa ‘‘Ensaio Geral’’, amanhã, às 21h30, Marina fala sobre a rebeldia que marcou seus primeiros passos na indústria fonográfica, creditando-a à falta de liberdade quando voltou ao Brasil depois uma temporada nos Estados Unidos.
Fala também da temática de suas letras, além de confidenciar que tem vergonha de alguns videoclipes antigos. Entre os clipes selecionados constam ‘‘Siss풒, ‘‘Ainda é Cedo’’, ‘‘Beija Flor’’, ‘‘À Francesa’’ e ‘‘Fullgás’’. O telespectador confere ainda sua performance no palco ao lado de Ney Matogrosso (‘‘Mesmo Que Seja Eu’’), Milton Nascimento (‘‘Não Sei Dançar’’), Tom Jobim (‘‘Lígia’’) e Angela Rô Rô (‘‘Não há Cabeça’’). A sensação, estranha, é já de um amargo saudosismo pelos anos verdes da cantora.

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