Ao cair no samba, em seu terceiro disco, a cantora Maria Rita teria finalmente se dissociado da figura forte da mãe. É o que se diz por aí, embora muitos fãs ainda insistam em cultuá-la como a ''filha de Elis Regina'' (1945-1982). Não por acaso, a incursão pelo samba é um dos temas tratados no programa ''Ensaio'', que vai ao ar hoje pela TV Cultura, trazendo depoimentos e números musicais da artista.
Ao ser questionada sobre o assunto, ela explica que não considerou isso como uma mudança: ''Dentro de mim não foi uma mudança; talvez para a imprensa e para o meu público pode ter sido, sim. Dentro de mim foi uma experiência grandiosa, apaixonante'', diz, lembrando que tudo começou depois de assistir a um show do sambista Arlindo Cruz no Canecão, no Rio de Janeiro.
Gostou tanto do espetáculo que encostou no compositor, virou amiga e engatou uma parceria. No programa ela canta alguns sambas de Arlindo, entre eles ''Tá Perdoado'', ''O que é o Amor'' e ''Trajetória'' - todos do álbum ''Samba Meu''.
Rita fala ainda dos prêmios que recebeu, como o Grammy Latino no qual foi contemplada nas categorias Revelação do Ano, Melhor Álbum de MPB e Melhor Canção em Português com ''A festa''. ''Eu jamais imaginei um dia chegar perto desse prêmio. Sou muito grata pelo reconhecimento, mas não sei o que é sucesso. Não gosto muito dessa palavra, acho egocêntrica. Sou dona de casa, mãe do Antônio, trabalho muito. Não sou deslumbrada, encaro tudo isso como meu trabalho e só'', assinala. O programa vai ao ar às 23h.

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