Quando for ao ar na próxima semana, o ''Casseta & Planeta, Urgente!'' (Globo) encerrará o ano com novidades. No último programa de 2008, a apresentadora Maria Paula retorna ao humorístico depois de oito meses de licença-maternidade. A atração também se despede com a certeza de que o quadro ''Casseta Penetra'', em que a trupe vai atrás de famosos, permanece em 2009. ''Estávamos sem mobilidade. Aí, investimos nas externas, o que é uma tendência'', afirma José Lavigne, diretor-geral do programa - que registrou média de 26,7 pontos no Ibope até o dia 3 de dezembro deste ano. Em anos anteriores, a atração chegou a marcar mais de 30 pontos. O humorista Hélio de La PeÀa concorda: ''Com as gravações fora do estúdio, ganhamos mais agilidade''.
O investimento no quadro ''Casseta Penetra'' suscita comparações com as abordagens de programas como ''CQC - Custe o que Custar'' (Band) e ''Pânico na TV'' (Rede TV!). Mesmo assim, o diretor nega qualquer inspiração. ''É uma ferramenta que havíamos deixado ausente, mas sempre fez parte do 'Casseta''', diz Lavigne, que completa: ''Ir para a rua é uma opção artística nossa. Já fomos para vários lugares do Brasil e do mundo. Por questões de orçamento, eles (''Pânico'' e ''CQC'') só podem fazer as externas''.
Não é o que pensa Laurindo Lalo Leal, especialista em TV e professor da USP (Universidade de São Paulo). ''A fórmula do 'Casseta & Planeta' vem de muitos anos e está desgastada. Programas como o 'CQC' trouxeram idéias internacionais, e a atração da Globo só mexeu no seu formato depois disso.''
Além de apostar nas visitas a festas e eventos e no retorno de Maria Paula, Lavigne promete novos personagens em 2009. ''Estou superfeliz. Morri de saudade dos meninos'', conta a apresentadora. O último ''Casseta & Planeta'' do ano mostrará ainda a despedida da atriz Claudia Rodrigues. ''Foi ótimo trabalhar com ela, que é uma excelente comediante'', fala Beto Silva.
Enquanto a temporada de 2009 não estréia - o que está previsto para abril -, a atração para os fãs é a antologia da ''Casseta Popular'' (ed. Desiderata), com organização e prefácio do jornalista Arthur Dapieve. A revista circulou de 1986 a 1992, em um total de 53 números, e surgiu a partir de um fanzine lançado em setembro de 1978 por Beto Silva, Marcelo Madureira e Hélio de la PeÀa, então, estudantes universitários. Segundo de La PeÀa, a idéia da publicação era amenizar a ''sisudez'' do movimento estudantil na universidade na época. Dois anos depois do lançamento do tablóide, em 1980, entraram para a turma Claudio Manuel e Bussunda - a quem a obra é dedicada -, e o grupo decidiu abordar temáticas diferentes e distribuir o jornal em locais alternativos e boêmios do Rio. ''É um resgate histórico'', diz Silva.

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