OMELETES
Maria de Los Angeles
Como já dizia Hercule Poirot, o famoso personagem imortalizado por Agatha Christie, ‘‘uma pessoa que sabe fazer uma omelete bem-feita, jamais se aperta na cozinha’’. Seja para matar uma fome devoradora ou receber uma inesperada e também faminta visita.
Tudo começa com o quebrar dos ovos, que serão rapidamente batidos com garfo que seja, e temperados apenas com sal, ou o que a imaginação e as provisões do cozinheiro permitirem.
Algumas regras são básicas: ovos frescos, que sejam feitas na hora, uma frigideira que não grude, um fio de azeite. E pão para acompanhar. Se grudar, você terá ovos mexidos, mas isso é outra história, também bastante comível. Se tiver a sorte de ter ovos caipiras, a qualidade do alimento aumenta. Já falarei deles também. Condimentos imprescindíveis: sal, talvez um raminho de manjericão e pimenta.
Na Espanha, as omeletes são chamadas de ‘‘tortilhas’’, mas são diferentes das mexicanas. Tortas de ovo feitas na frigideira. As ‘‘Tortilhas Francesas’’, que minha mãe fazia, eram suflês levíssimos e simples, como o que descrevo acima. Quando unitárias, depois do ovo batido coalhar e tostar por baixo, ela as dobrava ao meio, com a perícia e perfeição de quem fez centenas. Mas sua especialidade, a de batatas. Que se encontra em qualquer boteco de Barcelona e é café da manhã e jantar daquele povo.
Mas além da batata você pode acrescentar rodelas de cebola, queijo, tomates, alho, pimenta etc.... As batatas serão refogadas na própria frigideira, com bastante azeite até ficarem desmanchadas, por último os ovos que vão dar a liga. Com creme de leite (ou mesmo só leite), cogumelos, gotas de vinho branco, uma pitada de noz-moscada, você terá omelete muito especial, a ser acompanhada com pessoas igualmente apreciadas num momento, talvez, inesquecível.

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