Marcia Tiburi mergulha no labirinto da memória da infância
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
Redação FolhaWeb 
As teorias são infindáveis. Mas a memória parece muito mais com um gesto cego: um sujeito olhando para trás com os olhos fechados.
Embora exija que os olhos se voltem para o passado, a memória só existe no presente. Os mais sinceros afirmam que, de modo nu e cru, ela não existe enquanto realidade. Existe apenas como livre invenção individual.
Em seu novo romance, ''Era Meu Esse Rosto'', a escritora gaúcha Marcia Tiburi pula de cabeça nesse estado de invenção individual que também atende pelo nome de memória. Apenas substitui a nudez e a crueza pelos tecidos e simbolismos que a literatura pode oferecer.
''Era Meu Esse Rosto'' traz duas narrativas paralelas de um mesmo narrador sem nome. Numa delas, ele vaga pelas memórias de infância numa pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul. Na outra, relata a viagem que realiza até o lugarejo da Itália onde seu avô nasceu.
As lembranças do narrador é o grande personagem da obra. Uma memória que não tem receio em delirar em direção às nuvens. Lembranças que não têm medo de preencher os pontos brancos com as ferramentas da ficção.
Leia mais sobre a obra na resenha de Marcos Losnak exclusiva para assinantes da FOLHA


