Karine Rodrigues
Agência Folha
Na 12ª edição do Prêmio Shell de Teatro, versão carioca, nenhum espetáculo levou mais de uma estatueta. A peça ‘‘E aí, Comeu?’’, que recebeu três indicações, entre elas as de melhor atriz e iluminação, ganhou o prêmio de melhor autor, entregue a Marcelo Rubens Paiva. O evento aconteceu na noite de anteontem, no Museu Histórico Nacional, na região central do Rio.
O prêmio de melhor direção foi para a alemã Nehle Franke, pela montagem de ‘‘Divinas Palavras’’. Nehle, que estava presente, adaptou ‘‘para o sertão nordestino’’ o texto do galego Ramón Del Valle-Inclán com o grupo Ba-Rin, um dos destaques da edição do ano passado do Festival de Teatro de Curitiba.
Emílio Di Biasi foi escolhido melhor ator por ‘‘Um Passeio no Bosque’’; Soraya Ravenli foi eleita melhor atriz pelo musical ‘‘Dolores’’.
A premiação dos melhores do teatro em 1999, marcada para as 20 horas, começou 40 minutos depois, com a entrada do grupo Ra Tame Tanz no Pátio dos Canhões, onde concentraram-se os convidados.
Entre os premiados estão ainda Gabriel Villela (melhor figurino em ‘‘A Vida É Sonho’’), Tim Rescala (melhor música em ‘‘Opereta’’), Maneco Quinderé (melhor iluminação em ‘‘Bispo Jesus do Rosário - A Via Sacra dos Contrários’’) e Ronald Teixeira (melhor cenografia em ‘‘Dona Rosita, a Solteira’’).
Cada vencedor ganhou R$ 3.500, além da estátua. Integraram o júri Bernardo Jablonsky, Lionel Fischer, Maria Fernanda, Fabiana Valor e Aracy Cardoso.

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