O comediante Marcelo Médici, em cartaz em SP com duas peças, teve uma babá negra que ele só descobriu ser travesti 16 anos depois e uma mãe que fazia de sua casa, no bairro paulistano do Pacaembu, um cassino clandestino repleto de personagens interessantes.
  O ator conta essas histórias da infância no programa intimista de entrevistas de Antônio Abujamra, ‘‘Provocações’’, que a TV Cultura exibe hoje. Ele também fala de sua relação com o público. ‘‘Se a plateia não está muito boa, eu não vou mentir para você (...) eu fico meio puto também (...) aí eu vou mais rápido, não deixo rir numa coisa que eles acham engraçado (...) fico um pouco numa briga assim’’, conta, rindo.
  Num clima de conversa informal, Abujamra pergunta sobre o que o Médici está lendo, os autores que descobriu, os que está para descobrir e as coisas que se arrepende de ter feito na vida, ou não. ‘‘Já fiz tanta peça ruim que eu adorava fazer’’, diz. ‘‘(Mas) não me arrependo de nada, não.’’
  Médici escreveu e estrela a comédia ‘‘Cada um com seus Pobrema’’, feita no limite do cheque especial e hoje uma das peças em cartaz de maior sucesso, com ingressos esgotados até abril. Ele também está em ‘‘O Mistério de Irma Vap’’, com direção de Marília Pêra.

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