O Império Romano deixou suas marcas no interior da Síria, na cidade de Palmira, também conhecida como Tadmor. A cidade, construída em um oásis, era ponto de encontro de caravanas do deserto. O complexo arqueológico de Palmira é um dos mais importantes do mundo. A visita requer pelo menos dois dias, já que, além da cidade, os túmulos funerários pedem observação minuciosa. Por estar em um oásis o ideal é fazer contato com os beduínos que descansam seus rebanhos debaixo das tamareiras. As mulheres são sorridentes e trazem tatuagens de henna no rosto e nas mãos. Registre com uma foto. Elas vão sorrir ainda mais.
No interior do país, duas cidades merecem uma parada de pelo menos um dia. Homs e Hama são importantes para a economia e política da Síria. Homs já era conhecida como Êmeso desde 2 mil anos antes da era cristã. Hama, por sua vez, tem um museu arqueológico do século 18, onde encontram-se objetos que datam da época da dominação persa. Em Hama, os moinhos que existem no rio local são curiosos. Figos crescem por toda a parte, assim como as maçãs, uvas e romãs. A comida na Síria é deliciosa. Come-se bem e com pouco dinheiro. A moeda é a libra síria, que deve ser cambiada em pequenas quantias.
Quase na fronteira com a Turquia, a cidade de Aleppo encerra a viagem em grande estilo. A cidadela edificada em Aleppo, é a maior obra militar da Idade Média. Do alto da fortaleza, contempla-se a cidade, em tons de ocre, com os minaretes das mesquitas a se sobressair. Aleppo, considerada uma das concentrações urbanas mais antigas do mundo, foi capital do reino hitita, posteriormente dominada por outros povos. Hoje, tem universidade e ali está um entroncamento ferroviário e rodoviário importante para o país. Mesquitas dos século 12 e museus fazem de Aleppo uma cidade cult. (M.B.)

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