Marcado pela comédia
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segunda-feira, 16 de abril de 2012
Caroline Borges <br> TV Press 
Com jeito extrovertido e expansivo, é difícil imaginar Lucio Mauro Filho longe dos trabalhos cômicos. Há 11 anos interpretando o preguiçoso Tuco da série ''A Grande Família'', exibida pela Globo, o ator garante ser capaz de transitar por diferentes gêneros das artes. Mas admite que, com os ritmos acelerados de gravação, fica complicado variar. ''Já fiz muito drama no teatro e apresento eventos. Gostaria de fazer novela de novo, pois é o clássico da televisão brasileira. Até porque 'A Grande Família' não vai durar para sempre. Não descarto nenhuma possibilidade'', afirma.
Filho do comediante Lucio Mauro, o ator temia ficar preso ao nome do pai. Por isso, procurou seguir sua própria vertente dentro do humor. ''Meu pai foi pioneiro na história do humor. Eu já recebi tudo mastigado em relação à comédia. Precisava seguir outro lado'', afirma.
Recentemente, o ator foi convidado para interpretar o Leão Covarde do musical ''O Mágico de Oz'', de Charles Möller e Claudio Botelho, com estreia prevista para junho deste ano. A experiência inédita com canto e dança funciona como uma renovação na carreira, muito marcada pelos papeis cômicos. ''É uma novidade para quem me conhece apenas pelo Tuco. Sempre flertei com a música. Adoro esse universo de superprodução dos musicais'', aponta.
Nome: Lúcio Mauro Araujo Barbalho.
Nascimento: em 18 de junho de 1974, no Rio de Janeiro.
O primeiro trabalho na tevê: Apresentador do ''Balança Mas Não Cai'', da Globo, em 1982.
Atuação inesquecível: ''Quando interpretei 'Hamlet' no teatro. Foi um divisor de águas, pois percebi que podia fazer outros gêneros além da comédia''.
Interpretação memorável: ''A versatilidade de Ney Latorraca em 'Um Sonho a Mais', da Globo, de 1985''.
Momento marcante: ''Quando contracenei com Bruno Garcia, Wagner Moura e Lázaro Ramos em 'Sexo Frágil'''.
Ao que gosta de assistir: ''Eu gosto muito do 'CQC', das reprises da 'Escolinha do Professor Raimundo', seriados policiais, 'Tapas e Beijos' e 'Os Caras de Pau'''.
O que falta na televisão: ''As novelas caíram em qualidade. Principalmente por causa da audiência''.
O que sobra na televisão: ''Programas cômicos que buscam graça na ofensa''.
Ator favorito: Antônio Fagundes.
Atriz predileta: Claudia Jimenez.
Com quem gostaria de contracenar: Tony Ramos ou Arlete Salles.
Se não fosse ator, o que seria: ''Talvez fizesse algo com música, computação ou produção de eventos''.
Novela preferida: ''Vale Tudo'', da Globo, de 1988.
Cena inesquecível na tevê: A briga de Fernanda Montenegro e Paulo Autran em ''Guerra dos Sexos'', da Globo, em 1983.
Melhor trilha sonora de novela: ''Oceano'', de Djavan, em ''Top Model'', da Globo, exibida em 1989.
Melhor abertura de novela: ''Locomotivas'', da Globo, em 1977.
Vilão marcante: Odete Roitman, interpretada por Beatriz Segall, em ''Vale Tudo''.
Personagem mais difícil de compor: ''O Tuco. É que eu saí do 'Zorra Total' com muitos vícios de interpretação''.
Papel que mais teve retorno do público: ''Como explosão televisiva, o Alfredinho do 'Zorra'. Mas não posso descartar o Tuco pelo tempo que está no ar. Afinal, o público já me considera quase um parente''.
Melhor bordão da Tevê: ''E o salário, ó'', de Chico Anysio, da ''Escolinha do Professor Raimundo'', da Globo, em 1990.
Que novela gostaria que fosse reprisada: ''O Dono do Mundo'', da Globo, de 1992.
Que papel gostaria de representar: ''Vilões ou pessoas com qualquer tipo de deficiência''.
Filme: ''Muito Além do Jardim'', de Hal Ashby, de 1979.
Livro de cabeceira: ''A Erva do Diabo'', de Carlos CastaÀeda.
Autor: William Shakespeare.
Diretor: Miguel Arraes.
Uma mania: ''Não atendo telefone''.
Um medo: ''Que algo aconteça com meus filhos''.
Projetos: ''Me dedicar mais ao cinema''.


