Maratona de cabeludo
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quinta-feira, 09 de outubro de 1997
Nelson Sato Londrina 
ReproduçãoNapalm Death: mistura de rock industrial, punk e noiseA Cidade Canção, como é chamada Maringá, vai acolher a brutalidade sonora nesta noite de sexta-feira. Um show reunindo cinco bandas de fora testa a acústica do Aeroanta com algumas das ramificações mais radicais do metal pesado.
A principal atração é a banda britânica Napalm Death, que fecha a noite antecedida pela paulistana Krisiun e pelas londrinenses Core, Dhuend e Psicodeath. Napalm é uma das precursoras do grind core, estilo podrão surgido no início dos anos 90 caracterizado por vocais urrados e composições de curtíssima duração.
Grind é o equivalente britânico de thrash. Core vem de hardcore. Numa enciclopédia imaginária, poderia ser catalogado como um subgênero do death, outra devastação sonora calcada em riffs monocórdicos. Napalm Death amenizou a velocidade em seus últimos trabalhos, mas ainda requer protetor para os tímpanos.
Ferozes O quinteto está em turnê mundial promovendo o novo álbum Inside The Torn Apart, que foi saudado com superlativos pela imprensa especializada. As gravações contaram ainda com Phil Vane nos vocais. Mark Barney, o membro original, saiu em outubro do ano passado depois de tretar com o restante do grupo. Retornou há poucos meses a convite dos próprios companheiros.
A atual turnê é a segunda do Napalm Death em terras brasileiras: em 1990 a banda tocou no país dividindo palcos com o Sepultura. Mas o show de hoje reúne outros molestadores de ouvidos alheios. O trio paulistano Krisiun, por exemplo, é considerado um dos mais pesados e rápidos do death metal pátrio.
Formado pelos irmãos gaúchos Alex, Moysés e Max, o grupo rodou a Europa no mês de julho ao mesmo tempo que seu álbum Black Force Domain (lançado por selos europeus no ano passado) saía por aqui pela gravadora Roadrunner. É o segundo disco deles.
Não menos ferozes, as londrinenses Dhuend, Core e Psicodeath se sucedem na abertura da noitada com um repertório calcado em suas demo-tapes, todas elogiadas por publicações especializadas das capitais. As três bandas devem lançar CDs no próximo ano.


