Maranhão também disputa título de maior São João do mundo
São Paulo - O Estado do Maranhão atrai mais turistas durante o mês de junho do que em fevereiro. Se é lá que você pretende passar os festejos juninos, corra para garantir o seu lugar em uma das festas mais ricas e coloridas de todo o País. Mais de 300 grupos de bumba-meu-boi já avançam em direção a São Luís para realizar animados ''arraiás'' - que têm tudo para também entrar na disputa entre Campina Grande e Caruaru, em busca do título de ''maior São João do mundo''.
A cidade recebe manifestações culturais de todos os cantos do Estado: de bois de Ribamar, Maracanã e Jussatuba a tambores de crioula e Cacuriá de Dona Teté. E segue até o fim do mês festejando São João, São Pedro e São Marçal (no dia 30). A maioria das manifestações se concentra na Praça Maria Aragão e no Shopping São Luís.
Lenda - Pelo menos cinco sotaques de bumba-meu-boi maranhense são conhecidos. Sotaque significa a maneira de tocar, dependendo dos instrumentos e ritmos característicos de cada um. Essa manifestação cultural, uma das mais conhecidas e que ocorre em diversos Estados brasileiros, é resultado de uma mistura de elementos europeus, indígenas e africanos, que tem início com o batizado e fim com a morte e ressurreição do boi.
O auto do boi conta a história de um fazendeiro que tinha um boi dançarino e muito bonito. Pai Francisco, funcionário da fazenda, mata o animal para satisfazer o desejo da esposa, Catirina, de comer a língua do bovino. Amo, o fazendeiro, manda prender Pai Francisco. Graças aos pajés, o boi é curado, Pai Francisco é perdoado e tudo acaba em uma grande festa.
Já o tambor de crioula é uma manifestação de origem africana - surgiu nas senzalas, quando escravos entoavam músicas, dançavam em rodas e tocavam tambores do tipo crivador, meião e grande. No centro das rodas, as mulheres dão ''pungadas'' ou ''umbigadas'' no ritmo das batidas dos tambores, que são geralmente tocados por homens.
O Cacuriá, criado pela caixeira da festa do Divino Espírito Santo, Dona Teté, é uma dança com movimentos sensuais, cantada em versos de duplo sentido. Como se vê, não dá para perder essa festança que promete dar o que falar. Informações sobre a festa na Fundação Municipal de Cultura (R. Isaac Martins, 141, tel.: 98-3212-8296). (L.D./Agência Estado)





