MAR DE TINTA
SOBRE CURITIBA
Várias exposições inundam as galerias da cidade mostrando artes plásticas para todos os gostos

Elisa Marilia Carneiro
A programação de exposições de Curitiba está surpreendendo, em dois dias a cidade recebe, de uma só vez, inúmeros convites. A produção artística está em marcha avançada. Há mostras de arte nas principais galerias de Curitiba.
O artista plástico paulistano Nilton Zanotti inaugura amanhã a sua exposição individual na Casa de Arte Artestil, em Curitiba. São 26 trabalhos em óleo sobre tela, selecionados de sua produção dos últimos cinco anos.
Uma das principais características dessas obras é a temática figurativa, em que a tinta parece caminhar sobre a tela. ‘‘Minha pintura apresenta elementos que se misturam, com muita suavidade, com símbolos associados à natureza’’, comenta o artista. Paisagens marinhas e cotidianas, naturezas mortas, casas e figuras humanas são os principais temas.
As artistas plásticas contemporâneas Regina Oliveira, Sônia Lenzi e Sueli Rocha expõem a partir de hoje, às 19 horas, no Espaço Cultural Bansestado (Avenida Marechal Deodoro, 333). As três pintoras já participaram de várias exposições coletivas e individuais em todo o Estado e recebem boas observações da crítica especializada.
Segundo o jornalista e crítico de arte Souto Neto ‘‘Regina Oliveira é livre, inventiva, madura, grande. Em acrílica sobre tela. Estão as obras cuja maioria tem tons terrosos, quentes, com predominância dos vermelhos e amarelos. São essencialmente, figuras humanas que nunca estão sós’’. A exposição coletiva segue no Espaço Cultural Banestado até dia 27, sempre de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas.
A exposição ‘‘Praça do Mercado: um reencontro com o passado’’ será aberta hoje, no hall do 2º andar da Biblioteca Pública do Paraná. A mostra resgata um pedaço da história de Curitiba desde 1870, quando o Rio Ivo passava por onde hoje está a Praça Generoso Marques e o Museu Paranaense, dividindo a cidade. Para atravessá-lo havia ‘pinguelas’ que ligavam uma margem à outra.
Naquela época, Curitiba enfrentava outro problema: os vendedores ambulantes tomaram conta da cidade, sem nenhuma regra que limitasse suas atividades. Para tentar resolver a questão, em 1873 foi criado o Mercado Público, no mesmo ponto onde está hoje a Praça Generoso Marques.
O lugar foi invadido pelo burburinho das carroças, dos vendedores e da comunidade, passando a ser conhecido como Praça do Mercado. A criação do mercado mudou tanto aquela área, que determinou o rápido povoamento do local, com sobrados que abrigavam casas comerciais no térreo e a casa da família no andar superior.
A Praça do Mercado foi um divisor de água para o comércio de Curitiba, tal a sua importância no contexto histórico da cidade. A exposição permanecerá até o dia 16 de maio.

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