Mar com macarrão? Por que não?
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 1998
Antônio Mariano Júnior 
ReproduçãoUma boa massa combina com vinho e pode ser saboreada sem susto em pleno verãoMassas combinam com praia? Combinam. A prova é que há mais de trinta anos muitos veranistas destinam pelo menos um dia para se deliciar no mais tradicional - aliás, o primeiro - restaurante italiano de Camboriú. É o Macarronada Italiana. O nome pode não ser muito original mas quando se entra no local sente-se o clima italiano instaurado. É uma cantinona, na verdade. Mas uma cantinona agradável, no melhor estilo Lautentica cucina italiana.
Tudo começou no início da década de 60 quando o italiano Bruno Zavische resolveu passar as férias em Camboriú. Gostou do lugar ao ponto de deixar Jundiaí (SP), onde trabalhava como funileiro, para lá ir morar quando se aposentou. Comprou uma casa de madeira de cinco cômodos. Para agradar aos novos amigos começou a fazer macarronada. Não demorou para sua fama de bom cozinheiro correr a redondeza.
Abriu um pequeno restaurante que em 70 foi comprado por outros italianos, Ernesto Gobbatto, que também era conhecido por Bruno. Nove anos depois, outra família italiana - Fondini - adquiriu o imóvel. Em 82, o velho casarão de madeira foi desmanchado para dar lugar a um belo restaurante que, atualmente, serve 75 tipos de prato (massas, carnes, aves) em que o carro-chefe é... macarronada.
O segredo, além do zelo (que valeu ao local o Prêmio Qualidade Brasil 1996), está no molho feito pela própria casa. Enlatados não têm vez. Quem vem aqui sabe que vai comer a tradicional comida italiana- reforça Alessandro Fondini, proprietário do restaurante. A ordem é não economizar quando se trata de manter a qualidade. Alguns números atestam: diariamente são consumidos, em média, 70 quilos de massa. Por semana, lá se vão pelo menos 50 caixas de tomate, sem contar os 300 quilos de carne consumidos a cada três dias.
Os preços são acessíveis. Claro, tudo vai depender do prato e também da quantidade. Uma porção de macarronada, suficiente para duas pessoas, sai por R$ 17,50 enquanto meia, R$ 5,00. Para acompanhar, vinho. Um saboroso vinho. O da casa sai por R$ 5,00 a garrafa. Já os importados, acondicionados em adega climatizada a uma temperatura que vai de 5 a 18 graus, têm preços que variam de R$ 12,00 a R$ 65,00.
Alessandro Fondini tem uma explicação simples para a longevidade de seu restaurante.Eu acredito que o Macarronada pegou pela qualidade e também pelo preço. Além disso, só trabalho com famílias e recuso excursões porque esses turistas pensam que são os donos de tudo- diz ele com uma sinceridade admirável.
O movimento para essa temporada, de acordo com as projeções do proprietário, é de 2 mil pessoas - mil a menos que a temporada passada. O motivo principal, segundo seu raciocínio, passa por fatores econômicos. É por isso que ele defende uma elitização do turismo no balneário. Nossa cidade é de família que é quem gasta, as excursões vêm com o dinheiro contadinho- analisa.
O Macarronada Italiana funciona diariamente das 11 às 16 horas, e das 19 à meia noite. Fora de temporada, fecha apenas às segundas-feiras. O Restaurante fica na Via Gastronômica, 190. As reservas podem ser feitas pelos telefone (047) 367-0788 ou 983-7319.


