São Paulo - ''Carros'', de 2006, tinha como tema principal a amizade. A sequência do longa da Pixar, que entra hoje em cartaz em dois cinemas de Londrina, fala sobre a tolerância. Mate, o carro-guincho caipira que se tornava o melhor amigo de Relâmpago McQueen no filme anterior, é o protagonista da nova animação.
A Pixar já indicava desde 2006 que o carisma de Mate poderia dar mais espaço a ele em filmes posteriores. No ano da estreia do primeiro longa, o estúdio lançou ''Mate e a Luz Fantasma''. Em 2010, produziu ''Cars Toon: as Grandes Histórias do Mate''. Nos dois curtas-metragens, Mate é o personagem principal.
É claro que Relâmpago McQueen não foi deixado de lado. É justamente porque ele entra em apuros que Mate, o seu amigo mais fiel, torna-se o centro das atenções da história. No início do filme, Relâmpago é desafiado por Francesco, um dos carros mais velozes do mundo, a participar do Grand Prix Mundial, corrida criada pelo empresário Miles Eixodiroda, que quer promover o allinol -um combustível, segundo ele, mais ecológico. Mate viaja com Relâmpago para o local da primeira prova. Sua caipirice envergonha o amigo, e os dois brigam. O conflito abre espaço para o discurso do filme em defesa da tolerância.
Em meio a essa situação, Mate se apaixona pela bela e misteriosa Sally e, devido a isso, acaba se envolvendo em uma trama de espionagem industrial relacionada ao allinol. Durante as corridas, os carros que usam o novo combustível explodem sem explicação.
O enredo da animação é um dos mais complexos da história da Pixar. Em certos momentos, chega a lembrar filmes de espionagem voltados para adultos. Mesmo assim, há cenas de ação suficientes para prender a atenção das crianças.

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