Maquetes de um gênio
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segunda-feira, 06 de junho de 2005
Katia Michelle Pires<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Ele escrevia as suas anotações em códigos e se interessou por uma extensa gama de atividades. Desde a matemática e a engenharia, até a música e a pintura eram foco dos seus interesses. E embora boa parte do público continue identificando o italiano Leonardo da Vinci (1452 - 1519) como pintor, muitas invenções malucas foram assinadas por ele durante o Renascimento. Vinte e uma maquetes que mostram detalhes desses revolucionários projetos podem ser apreciadas na exposição Leonardo da Vinci: maravilhas mecânicas, em cartaz no Centro Universitário Positivo (UnicemP), em Curitiba.
A coleção pertence ao acervo do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), do Rio de Janeiro. A mostra está dividida em quatro áreas simbolizadas pelos quatro elementos da natureza e apresenta peças, textos e imagens que justificam a fama de gênio de Da Vinci. São peças como a proposta arquitetônica para uma cidade ideal; um submarino; um helicóptero concebido com base na força humana; pára-quedas; ponte giratória; um navio movido a pás giratórias e até uma churrasqueira.
Além de desenhar, o artista fazia mapas, esboços de imagens, registros da flora, além de projetar inventos que, de tão geniais, tiveram que esperar mais de quatro séculos para serem entendidos. Da Vinci nasceu em 15 de abril de 1452. Existem algumas dúvidas sobre o local exato em que ele nasceu. Enquanto alguns historiadores afirmam que ele tenha nascido em Anchiano, outros defendem que um pequeno vilarejo perto dos montes Albanos, entre as cidades italianas de Florença e Pisa foi o seu local de nascimento. Mas essa pseudo-polêmica não interfere nos estudos da sua obra e tampouco modifica a carreira do brilhante artista.
Da Vinci viveu entre Florença e Milão até o início do século 16. Até 1506, realizou trabalhos principalmente em Florença e tudo indica que tenha sido nesta época que pintou sua obra mais famosa: a bela e enigmática Gioconda.
O artista morreu na França, em 1519, deixando inúmeras pinturas, mas marcando a sua carreira principalmente pela sua irreverência.
Além da mostra, a UnicemP reservou para os domingos apresentação musical do quinteto curitibano Terra Sonora, com repertório de músicas e cantigas dos períodos medieval e renascentista. O programa reúne os cancioneiros da Espanha, Hungria, Turquia, Bulgária, Portugal, Inglaterra e da Itália e acontece todos os domingos, até 5 de julho.


