A data escolhida da ação foi o "Dia da Árvore" que, no Brasil, é comemorado no dia 21 de setembro
A data escolhida da ação foi o "Dia da Árvore" que, no Brasil, é comemorado no dia 21 de setembro | Foto: Fotos: Anderson Coelho



Os efeitos da vida moderna no meio ambiente são cada vez mais assustadores, pois os fenômenos da natureza são intensificados pela ação do homem. Não é raro, portanto, que enchentes e inundações alaguem e destruam cidades inteiras, já que o sistema de drenagem não é suficiente para o desvio da água, potencializado pela ocupação irregular e desordenada do espaço geográfico. Nesse cenário, em virtude do crescimento urbano, as árvores são constantemente exterminadas, resultando em grandes áreas desmatadas, perda de biodiversidade, erosão, desertificação do solo e redução ou intensificação do regime de chuvas. Ao mesmo tempo, a poluição decorrente das indústrias, da agropecuária e grande número de veículos – todos produtores de gases poluentes do ar – afeta a saúde física e emocional da população.

São inúmeras as pesquisas e levantamentos de entidades ambientais que levam a essas conclusões. Para se ter uma ideia, no ano passado, dados do relatório "Meio Ambiente Saudável, Povo Saudável" (Healthy Environment, Healthy People, em inglês), lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) durante a 2ª Sessão da Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unea), em Nairóbi, no Quênia, mostraram que, aproximadamente 23% de todas as mortes prematuras no mundo são causadas por problemas de degradação ambiental, com número estimado em 12,6 milhões de mortes apenas no ano de 2012.

As principais causas evitáveis de morte que o Pnuma cita como ligadas ao ambiente são as doenças diarreicas, lesões causadas por atividades de risco ou situação de moradia insalubre, asma, malária, lesões de trânsito, infecções respiratórias, obstrução pulmonar crônica, doenças cardiovasculares, cânceres e doenças músculo-esqueléticas causadas por estresses e posturas incorretas no trabalho e atividades domésticas. A principal causa de morte por degradação ambiental, segundo o Pnuma, é a poluição do ar, responsável por 7 milhões de falecimentos por ano. O relatório aponta que a implementação de medidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa podem salvar a vida de 2,4 milhões de pessoas por ano até 2030.

Imagem ilustrativa da imagem Mãos que plantam o futuro



AÇÕES
Para tentar minimizar o impacto e estragos causados pelo homem, várias entidades realizam ações de preservação do meio ambiente visando, por exemplo, recompor a mata nativa e proteção dos recursos hídricos. É o caso de uma das iniciativas do Instituto Atsushi e Kimiko Yoshii que visa estimular uma nova consciência ambiental nas crianças. Em parceria com o programa Folha Cidadania, por meio de plantio de mudas de árvores, tenta levar à reflexão sobre as consequências do desmatamento. A data escolhida da ação foi o "Dia da Árvore" que, no Brasil, é comemorado no dia 21 de setembro em razão da proximidade do início da primavera no hemisfério Sul, realizado com 30 alunos da Escola Municipal Moacyr Camargo Martins (região Norte) na Chácara Graciosa.

O dia, dentre vários fatores, tem uma série de significados, sobretudo pela conscientização a respeito da preservação da natureza. Isso porque, são diversos os estudos que defendem o cuidado com as espécies arbóreas, fundamentais para a vida na Terra, já que são responsáveis por vários processos como umidade relativa do ar (devido a evapotranspiração), produzem oxigênio por meio da fotossíntese e ajudam na redução da temperatura. Dados da ONG Iniciativa Verde apontam que, apesar de o Brasil possuir a maior área de florestas do planeta e a mais rica em biodiversidade, ocupa a sétima posição no ranking entre os países mais poluidores do planeta.

30 alunos da Escola Municipal Moacyr Camargo Martins (região Norte) participaram do plantio de árvores na Chácara Graciosa
30 alunos da Escola Municipal Moacyr Camargo Martins (região Norte) participaram do plantio de árvores na Chácara Graciosa



Larissa de Campos, coordenadora do instituto, explica que um dos objetivos da iniciativa visa incentivar uma mudança de postura para as gerações futuras. Além do plantio de mudas de árvores nativas, os alunos também aprendem sobre coleta seletiva e geração de resíduos. "As crianças assistem a um vídeo animado que fala dos cuidados com o meio ambiente, recebem cartilhas educativas e um lápis que com uma semente na ponta que, ao final do uso, pode ser plantada. Em seguida, colocam a mão na terra para plantarem suas mudas, momento mais aguardado por eles. É uma aula prática na qual assimilam o conteúdo de maneira lúdica", conta.

A professora Sirlene Moura atenta que a iniciativa do instituto vai ao encontro do que tem sido realizado na escola, tanto na grade curricular quanto nas ações extracurriculares. "Recentemente, realizamos um projeto de revitalização do jardim da escola, plantio de árvores e orquídeas nas árvores. Os alunos puderam participar de todo o processo – da concepção à execução – e, com o tempo, mostraram-se extremamente engajados e responsáveis nos cuidados pós. O mais interessante é que, nesta ação de plantio de árvores, os pais foram os protagonistas, integrando toda a família na ação de conscientização".

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