Mãos que modelam a arte
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 20 de novembro de 1997
Paulo Pegoraro 
Cascavel
O escultor Dirceu Rosa abre hoje exposição no Museu de Arte de Cascavel, que permanecerá aberta até o dia 30. Sua última exposição foi há 5 anos. Ele não teve tempo para realizar outras, porque as encomendas que recebe absorvem inteiramente seus dias. Reconhecido na atualidade como um dos grandes nomes do País em escultura, o artista já produziu mais de três mil peças, desde o início dos anos 70.
Dirceu Rosa, 45 anos, casado, pai de três filhos, nasceu em Apucarana, e começou a fazer arte em Cianorte, inicialmente pintando, mas logo brotou sua vocação para a escultura. Em 75, passou a morar em Cascavel, e profissionalizou-se definitivamente, trabalhando basicamente com madeira, mas também com bronze, alumínio e concreto. É sua criação a estátua de Nossa Senhora Aparecida, principal monumento de Cascavel, na praça da Catedral.
As mãos de Dirceu Rosa produzem obras facilmente reconhecidas, exatamente pelas mãos, com dedos longos, presentes praticamente em todas as esculturas. As obras sacras estão em 150 igrejas, e outras em praça pública - como em Foz do Iguaçu, Ubiratã, Quedas do Iguaçu e outras cidades. A casa de Dirceu Rosa - onde está seu ateliê -, no centro de Cascavel, é parada obrigatória para quem passa pelo local, pois há esculturas na fachada e no jardim.
O artista já vai preparando o sucessor, seu filho Ivan, 16 anos, e relata que tentou estimulá-lo para a música, mas ele preferiu a escultura - ao contrário das filhas Luciane, 19, e Deise, 17 anos. A esposa, Maria Emilia, é incentivadora, mas também ativa colaboradora - na exposição que será aberta hoje, Dirceu Rosa apresentará um luxuoso book de suas obras (O Artista das Mãos), reunindo o melhor de sua produção, e parte das fotos é de Maria Emilia.
A exposição de esculturas de Dirceu Rosa abre hoje no Museu de Arte de Cascavel e fica aberta ao público até o dia 30.


