São Paulo - Larry Crowne (Tom Hanks) é o funcionário exemplar de um supermercado, demitido por conta da crise econômica. Alegação: não tendo curso universitário, não havia como progredir na empresa.
Ele procura outras colocações, mas o desemprego é geral, e as chances para um homem de meia-idade, mínimas. Ele resolve pegar o motivo da demissão à unha e se inscrever numa faculdade.
A partir daí, ''Larry Crowne - O Amor Está de Volta'' mostra-se um simpático manual de enfrentamento de adversidades. Simpático sobretudo na medida em que o filme dispõe-se a recomendar o conhecimento (não só o estudo) como saída para a crise.
Simpático e talvez irrealista. Não importa: na faculdade, Larry Crowne descobrirá que sua opção pela economia (substitui o carrão por uma Vespa) pode lhe render amigos. E que o conhecimento pode ajudá-lo a não se deixar enrolar pelos bancos. É claro, o ponto culminante dessas alegrias pessoais consiste em conhecer Julia Roberts, professora bonita e durona.
O ponto feliz dessa comédia romântica consiste em apresentar os protagonistas sucessivamente, de maneira que conheceremos primeiro os problemas, situação e personalidade de Larry, e só mais tarde os da professora.
O ponto menos feliz vem do fato de o filme aplainar toda e qualquer contradição possível. Brancos e negros, jovens e não jovens, latinos e americanos convivem de forma exemplar.
Não é o cinema como sonho: é a comédia água com açúcar dos tempos de Doris Day. O que também tem seu lado simpático: essa proposta escapista de vida comunitária fraternal e animada pelo conhecimento serve bem para uma tarde de chuva.

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