Há 30 anos, Marcelo Cipis começou a carreira de ilustrador. Hoje, aos 49, senta-se todas as noites à pequena mesa reservada à lição de casa dos filhos para ''desenhar e se divertir muito'' com ilustrações que acabam em livros.
''Depois de 30 anos, eu consigo desenhar com facilidade meu repertório, posso fazer o que quero, e me pergunto: por que eu não pensei nisso antes?'', diz o paulistano, colaborador da Folha de S. Paulo, que acaba de lançar ''Manual de Antiqueta - Um Livro de Alta Ajuda'', pela Panda Books.
O livro apresenta Tatá, uma espécie de amigo imaginário de Cipis. A cada página, que contém sempre uma frase e um desenho, Tatá comete nova gafe: levanta o dedo mindinho ao segurar a xícara, tem ataques de riso no elevador, dá tapinhas nas costas, cutuca o ombro dos interlocutores, trata crianças com infantilidade, faz discursos chatos, é sempre o primeiro a chegar, solta perdigotos, etc.
''Ele tem o aspecto antigo, a graça de um galã da década de 50.'' E, ao contrário dos demais personagens do livro, não usa gravata, o que lhe permite ser, na opinião do autor, ''mais arejado''.
''Não é um livro para dar gargalhada'', avalia, ''mas para ter aquela risada no fundo do estômago, já que são dicas para o Tatá se comportar melhor''. As dicas, ele continua, têm ''leve'' viés educativo, como as relacionadas ao trânsito. ''Fico profundamente irritado com quem sai da garagem acelerando o carro. As gafes do Tatá com o carro são as que mais me incomodam.''

SERVIÇO
- Manual de Antiqueta - Um Livro de Alta Ajuda
Autor - Marcelo Cipis
Editora - Panda Books
Quanto - R$ 32,90 (79 págs.)

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