Malu Mader toma banho, sai do chuveiro, coloca uma calcinha preta, bota de couro, coldre nas costas e dá um beijo no bebê. Assim dá início a mais um dia. Mas não da atriz carioca de 43 anos, e sim de sua personagem Diana Maciek, de ''A Justiceira'', que tem lançamento neste mês em DVD.
Ela é uma agente da Polícia Federal, casada, mãe recente e enfrentando as dificuldades de um marido músico e - ela vai descobrir um tempo depois -drogado ao extremo. Ela acaba deixando a PF ao atirar no próprio parceiro de trabalho numa ótima sequência de ação em um treme-treme do centro de São Paulo. Cinco anos depois, não acha emprego, e o marido, ainda mais dependente de heroína, vende o filho para comprar drogas e morre de overdose.
Uma organização sigilosa - cujo lema é livrar o país de todo tipo de criminosos - recruta a moça para enfrentar ladrões de material radioativo, gangue de motoqueiros e serial killer de gays, sempre com tiros, mortes, perseguições e culpas.
O seriado ficou datado no que diz respeito ao roteiro e às questões morais, que, hoje, parecem inocentes, mas não deve nada com relação aos efeitos especiais, um marco na época em que estreou, em 1997. Malu conta que aceitou fazer a série ''sem nem querer saber o que era'', por ter gostado do resultado de ''A Vida como Ela É'', também dirigida por Daniel Filho. ''Adaptar Nelson Rodrigues era um biscoito fino para as massas. Depois de topar 'A Justiceira', quando vi que teria de pular de helicóptero, tremi na base. Mas considero legal ter feito por ter inaugurado o seriado de ação no Brasil.'' Daniel Filho foi para os EUA finalizar os episódios e aprender como montar aquela estrutura no estilo de programas como ''A Dama de Ouro''. ''Foi um papel carbono dos seriados americanos muito divertido de fazer'', conta ele nos extras.

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