Vem da França um espetáculo de malabarismo que estará em cartaz durante dois dias no Guairinha - hoje e amanhã. ‘‘Hic-Hoc’’, com a Cia. Jérôme Thomas, faz parte do gênero ‘‘família’’: diversão certa para crianças e adultos. Quatro artistas participam da montagem, mas não são unicamente malabaristas - há um pouco de ator em cada um, fazem comédia no desenrolar das cenas. A promoção é da Aliança Francesa em parceria com a Secretaria da Cultura do Estado.
A turnê pelo Brasil faz parte de um projeto que visa divulgar o ‘‘novo circo francês’’, que pretende inovar a tradição circense, com um enfoque mais teatral.
Exímios manipuladores de objetos, os integrantes da companhia atuam na primeira parte trabalhando com pequenas marionetes, saídas de caixas de madeiras. Jérôme Thomas é o mestre e coreógrafo deste quadro, que se chama ‘‘Hic’’. Na tradução do simples mortal, seria ‘‘aqui’’.
A segunda parte, ‘‘Hoc’’, ou ‘‘lᒒ, é o universo burlesco e poético dos mestres Pascal Lloret e Jérôme Thomas. Eles são no palco um pianista e um malabarista; o som e o gesto. Protagonizam o quadro um piano e bolas. As situações acontecem sem que seja dita uma única palavra.

Imaginação
Jérôme Thomas transforma a complexidade técnica numa linguagem visual sem artifícios, como ele mesmo explica. Joga sutilmente com o humor, indo na direção da ‘‘imaginação de criança, que todos somos’’.
Segundo suas palavras, a cada apresentação de ‘‘Hic Hoc’’ ele trabalhava para se aproximar da fórmula ‘‘É a infância da arte’’. ‘‘Tentar encontrar essa percepção e acordá-la no espectador não será uma das mais profundas motivações do artistas?’’, indaga, mesmo sabendo a resposta.

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