Curitiba Independente da ideologia, todos os teatros particulares de Curitiba buscam conquistar um lugar ao sol. Entende-se por isso, poder oferecer um espaço com uma qualidade técnica primorosa e mais ainda tornar-se auto-sustentável. Lucrar com o trabalho também não seria má idéia, ainda que seja um projeto distante na atual situação. Amauri Ernani, um dos sócios do Teatro Cultura, no Largo da Ordem, admite que é preciso uma verdadeira ginástica para manter as contas em dia.
''Nós trabalhamos por um ideal. A vantagem é que, ao ajudar outras companhias a se desenvolverem, estamos fazendo parte da história cultural da cidade'', diz Ernani. Ele, Andreza Vieira, Paula Giannini e Adriano Fabrício fundaram o espaço há cinco anos. Ernani revela que muitas companhias amadoras começam a se apresentar ali. Agora, o espaço fez uma parceria com a Fundação Cultural de Curitiba e apresenta semanalmente a mostra Malditos em Cena, uma mostra do teatro underground da cidade. A fundação arca com parte da locação do espaço e quando não há parceria, o teatro conta com o dinheiro arrecadado com locação do palco para outras companhias.
Essa ginástica, no entanto, não assusta nem mesmo os mais veteranos. Mauro Zanatta, que há oito anos mantém a Escola do Ator Cômico, uma das mais procuradas da cidade, comemora a conquista de um espaço próprio há pouco menos de um ano. Agora a meta é construir um teatro no local, uma casa localizada no bairro Rebouças. ''A vantagem é que dá para construir do jeito que se quer'', diz, reforçando que quando se tem um espaço particular, o recurso tem que ser gerado, independente da ideologia.
Ignorando riscos, George Sada, da Academia de Artes Cênicas Cena Hum, também inaugura em setembro o Teatro George Sada. O espaço deve absorver os espetáculos da escola, e futuramente ser locado para outras companhias.(K.M.)

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