São Paulo - Aos 70 anos, 50 deles dedicados à música, o inquieto Erasmo Carlos continua se reinventando. Prova disso é ''Sexo'', seu mais novo disco, que chega às lojas amanhã.
Erasmo solta o verbo, sem pudor, para falar do assunto -mas sem perder a ternura.
Apesar de seu cuidado em deixar palavrões de fora das letras (há apenas dois na lista de 12 canções), ele conta que muita gente se surpreendeu ao vê-lo falar sobre sexo tão abertamente. ''Estou um pouco perplexo que isso ainda seja tabu. As pessoas querem saber se a capa do disco é o que parece'', diz, referindo-se à imagem de um coração com uma fenda no meio, que remete ao órgão sexual feminino. ''Sim, é isso mesmo. Mas não deixa de ser uma flor.''
A faixa que abre o disco, ''Kamasutra'', feita em parceria com Arnaldo Antunes, discorre sobre as mais diversas posições sexuais. Já ''Apaixocólico Anônimo'', que, segundo Erasmo, estará na trilha da próxima novela das sete da Globo, ''Aquele Beijo'', é uma ''ode ao sexo oral''. ''Há muitos anos eu queria falar sobre sexo, mas tinha dificuldade, porque o idioma português identificou as coisas com nomes muito feios.''
Com fama de mulherengo, Erasmo diz que sua vida sexual vai muito bem. ''As pessoas pensam que o cara de 70 anos já morreu, mas meu coração continua a mil.''

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