Roberto Reitenbach/DivulgaçãoThaís Tedesco: sucesso no teatro e estréia na TVEla trocou a carreira de dentista pelos palcos e câmeras. ‘‘No dia da minha formatura, quando todos os meus colegas estavam de beca, eu estava na estrada, indo para João Pessoa (PB) apresentar uma peça’’, lembra a atriz paranaense Thaís Tedesco, de Londrina. Mas ela sabia o que queria e chegou lá. Hoje, aos 27 anos, mora no Rio de Janeiro e acabou de filmar a minissérie ‘‘Hilda Furacão’’, que vai ao ar em maio, na Rede Globo.
Além disto, já recebeu nove prêmios por suas atuações no teatro, entre eles o Gralha Azul de melhor atriz infantil, pela peça ‘‘Peter Pan na Terra do Nunca’’ e de melhor atriz coadjuvante, por ‘‘Psicose’’, em 96.
Atualmente em cartaz com a peça ‘‘A Ceia dos Cardeais’’, no teatro Casa da Gávea, no Rio, Thaís não faz segredo sobre seus novos projetos. ‘‘No mês que vem vou a São Paulo, para filmar o curta-metragem ‘O Morto’, do qual serei a protagonista’’, revela.
Tudo começou quando ela era universitária, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em Curitiba. ‘‘Na época, vi um cartaz no corredor com o anúncio do grupo de teatro da PUC, o ‘Tá na Hora’, e resolvi entrar para ver no que ia dar’’. A partir da primeira vez que subiu ao palco, com a peça ‘‘Gota D’Água’’, do Chico Buarque, nunca mais parou.
‘‘Acho que não foi em vão ter me formado em odontologia, pois hoje utilizo muito das habilidades manuais em meu novo trabalho’’, conta a atriz. ‘‘Acho que nada é perdido’’, justifica.
Mas foi a emoção dos palcos que roubou a cena na vida de Thaís, desde o início premiada e incentivada a continuar. No ano passado, convidada pelos atores Emílio de Biasi e Tônio Carvalho, a paranaense foi cursar a Oficina de Atores da Rede Globo, em São Paulo, e acabou sendo convidada para integrar o elenco da minissérie ‘‘Hilda Furacão’’.
No romance de Roberto Drummond, ambientado na década de 50, a atriz interpreta Alice, uma das três prostitutas confinadas do outro lado da ponte, sem poder usufruir da cidade. Elas são vigiadas por um padre, vivido pelo ator Paulo Autran.
‘‘Foi uma grande emoção contracenar com ele, que é um mestre, uma pessoa de grande generosidade’’, disse Thaís. Durante os trinta dias que passou gravando, no interior de Minas Gerais, a equipe chegava a trabalhar mais de 12 horas diárias.
‘‘A televisão pede uma agilidade e uma pré-disposição maiores do que no teatro, pois não há laboratório’’, ensinou. ‘‘Esta foi a minha primeira experiência em televisão e foi maravilhosa’’.
‘‘É um trabalho individual e não em grupo como o teatro. Exige um domínio de câmera por parte do ator, além da necessidade de estarmos com os cinco sentidos superaguçados’’.
A minissérie, que irá estrear em maio e terá 29 capítulos, conta no elenco com os atores Rodrigo Santoro, Débora Duarte e Tonico Mendes, entre outros. ‘‘Para quem é novata, como eu, é preciso ter muita tranquilidade e sabedoria, para realizar um trabalho de conquista’’, acredita Thaís.
Com a mesma humildade e determinação que tem hoje, ela realizou o seu primeiro grande trabalho em teatro no início da década, em Curitiba, o ‘‘Bela Tchau’’, que rendeu vários prêmios, entre eles o de melhor coadjuvante em Blumenau (SC), Cascavel e Ponta Grossa (PR) para Thaís.
Logo em seguida, em 94, ela foi convidada a fazer ‘‘Fausto’’, com Guilherme Weber e Felipe Hirch. No ano seguinte, a peça ficou dois meses em cartaz no Rio de Janeiro, no Teatro Cacilda Becker, na mesma época em que a atriz participou de outras duas montagens que fizeram temporada no Rio e em Curitiba.
‘‘Histórias de Cronópios e de Famas’’, dirigida por Cristina Pereira, e ‘‘Psicose, a Comédia’’, de Edson Bueno. ‘‘Foi assim que voltei a Curitiba em 96 e acabei fazendo outras peças aqui, entre elas ‘‘Peter Pan na Terra do Nunca’’ e ‘‘Trecentina 3, a Comédia’’, conta a atriz.

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