Marcos NegriniMoacir Chaves, o vencedor: ‘‘Na platéia só tinha gente de fora. De Maringá acho que só tinha minha família’’O troféu Paraná Ambiental e mais R$ 2 mil foram os prêmios que o psicólogo Manoel Moacir de Farias Chaves Filho recebeu como primeiro colocado no Festival da Canção Ecológica, promovido pela secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. A etapa final aconteceu no último dia 29, levando mais de mil pessoas ao Cine-Teatro Plaza, cedido pela Prefeitura de Maringá. Mas na platéia, com exceção de alguns alunos de escolas públicas transportados pela prefeitura, só tinha gente de outras cidades.
Mesmo tendo sido o vencedor entre centenas de inscritos em todo o Estado, Chaves lamenta que o Festival tenha sido tão mal divulgado na região de Maringá. ‘‘Não vi nenhuma informação sobre o Festival nas ruas, pela mídia ou na Universidade. Sei que muita gente boa poderia ter inscrito suas músicas, mas que ficou de fora. Eu mesmo só soube por acaso quando um amigo disse que ia assistir porque tinha um parente de Curitiba participando. Consegui fazer a inscrição no último dia. Na platéia cheia só tinha gente de fora. Acho que de Maringá só tinha a minha família’’, critica o compositor vencedor.
Apesar de reclamar da pouca divulgação, Chaves diz que a organização do evento neste ano foi muito superior a do ano passado. ‘‘Vieram caravanas de diversas cidades do Paraná, músicas muito bonitas concorreram’’, analisa. Ele diz que recebeu seu prêmio no ato e que só lamenta mesmo a falta de divulgação.
Até mesmo nas notas que os organizadores enviaram à imprensa não aparece o nome dos concorrentes, apenas os das cidades. E sobre a última etapa dizem apenas que a cidade tal ficou em determinado lugar, omitindo os nomes dos participantes e compositores.
‘‘Assumo a responsabilidade da falta de informação e de divulgação para a imprensa’’, declarou à Folha2 Sakae Yamao, superintendente regional da secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. Ele diz que toda a divulgação em Maringá chamando compositores e público para o evento ficou restrita a 80 cartazes colocados pela cidade, e a dois ofícios que mandou para duas rádios locais.
‘‘Deveria ter noticiado mais, principalmente sobre as inscrições, mas falhei e assumo. Na microrregional atendo a 115 municípios e é uma correria. Não tive tempo nem discernimento para fazer uma boa divulgação e peço desculpas a Maringá pela falha.’’, diz Sakae Yamao.

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