A 45ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, que começou sexta-feira no Parque do Peão, vai voltar às origens e dar prioridade ao que a tornou internacionalmente conhecida: o rodeio. Os grandes shows, que dividem com os peões a preferência do público, terão menos destaque este ano. Nos dois últimos dias do evento, 26 e 27 de agosto, por exemplo, não haverá espetáculos artísticos, só o dos peões e suas montarias. ‘‘Nosso forte é o rodeio, que nasceu aqui’’, diz o presidente do clube Os Independentes, José Mendes Santana, organizador do evento. Os peões gostaram da mudança.
O objetivo da organização é aproximar os competidores dos espectadores, com novas provas e um pouco de interatividade. ‘‘Vamos envolver mais os peões na arena’’, afirma Santana. O evento, que integra o circuito nacional de rodeio, terá mais montarias do que no ano passado e disputas diferentes.
No Barretos International Rodeo do ano passado, cada peão teve apenas uma chance para somar pontos - quem caía do touro, estava fora da disputa, até mesmo os favoritos. Em 1999, o peão Neyliovan Tomaselli, de Poloni (SP), surpreendeu, vencendo depois de sair da fase classificatória do Circuito Brahma.
Neste ano, o regulamento mudou: cada peão terá quatro montarias para tentar chegar à final. Serão três disputas com o mesmo animal - cada vez que o peão se mantiver durante oito segundos sobre o touro, ganhará R$ 1 mil. Se cair, o tropeiro (dono do animal) fica com o prêmio.
‘‘Isso nos valoriza, dá mais chances a todos’’, afirma Rinaldo da Silva, de 27 anos, de Tupã (SP), campeão da festa em 1996. Silva é, atualmente, o segundo colocado no ranking da Federação Nacional de Rodeio Completo (FNRC), com 420 pontos. Fabrício Alves, campeão em Barretos em 1992, lidera, com 440, mas fracassou na competição de 1999.
O renomado Adriano Moraes, de 30 anos, campeão mundial pela Professional Bull Ridding (PBR) em 1994, também aprovou o velho formato da disputa. ‘‘Ninguém gostou do último’’, diz.

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