Mais popular impossível
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
Ana Carolina Rodrigues<br> Folhapress 
Cunhados folgados, vizinhos que não querem saber de paz e mães que não ligam para os filhos que se preparem. À frente do novo ''Casos de Família'' (SBT), no ar de segunda a sexta-feira, às 16h30, Christina Rocha assumiu uma postura diferente da de Regina Volpato, que comandou o vespertino durante cinco anos apostando em um estilo mais ''light''. Mais próxima da plateia, Christina anda pelo estúdio, faz graça com o público e não tem medo de dar sua opinião.
Logo na estreia da atração - que fez subir a audiência do horário de cinco para nove pontos na segunda-feira -, a apresentadora, sem perder a linha, pediu que uma das convidadas se retirasse do palco. ''O deboche dela ao falar do filho me chocou. Parecia que ela estava falando de um objeto. Eu, como mãe e mulher, não aceito isso'', deixa claro Christina, que assume o lado popular da atração, mas não o associa a barraco. ''Popular não é barraco. Agora, se barraco forem os problemas do cotidiano, aí tem. Espero que não aconteçam brigas. Mas temos segurança. Estamos preparados para tudo'', adverte.
Com pelo menos um mês de programas gravados, a apresentadora confessa que não é fácil lidar com tantos problemas. ''Tem coisas que você fala: ''Meu Deus, não é possível que isso aconteça'.'' Gravando três edições do vespertino às quintas e às sextas, Christina diz que algumas das experiências vividas no palco acabam ficando em sua cabeça. ''Eu me envolvo completamente com os casos, mas tenho de me desligar, senão eu piro.''
Acostumada a dar conselhos - ''as amigas dos meus filhos sempre me procuraram para contar as coisas'' -, a apresentadora não tem medo de usar suas experiências para resolver casos complicados. ''Consegui promover até uma reconciliação'', comemora, referindo-se a um caso envolvendo uma mãe e um filho. Discutindo o tema ''não aceito sua homossexualidade'', o ''Casos de Família'' mostrou uma mãe aceitando, no palco da atração, a opção sexual do filho.
''Eu quero ser a porta-voz do povão. A gente nunca deve ter vergonha de ser popular. Sou povão e não abro'', finaliza Christina.


