‘‘A leitura de jornais é diferente da leitura dos livros com as belas mentiras contadas para crianças’’. Com esse depoimento, Cleusa Aparecida Michelase, diretora da Escola Municipal Parigot de Souza, mostrou uma realidade que já é exposta e trabalhada por muitos educadores nas escolas.   Ontem de manhã, foi a vez de dezenas de professores da rede municipal de ensino de Rolândia conhecerem o projeto Folha Cidadania. O projeto foi apresentado na Casa de Cultura da cidade e contou com a presença da coordenadora geral do projeto, Luciana Costa Fontes e do chefe de Redação da Folha de Londrina, Oswaldo Petrin. Com essa iniciativa, quase cinco mil alunos de 1ªa 4ªsérie serão beneficiados.
  E o elo entre mídia e educação mostra-se bastante evidente nas experiências compartilhadas pelos professores. Em sala de aula, todos os cadernos do jornais são analisados e aproveitados com o intuito de promover a interdisciplinaridade no método de aprendizagem.
  Exemplos de como isso ocorre? ‘‘Troca-se uma fita de videogame por uma bola de futebol. Falar com Marcos, da 4ªsérie B’’. Um pequeno anúncio como este, que poderia integrar a lista de ofertas encontradas nos classificados, pode circular normalmente por algumas escolas. ‘‘Com essa parte de anúncios, trabalhamos de maneira variada. As crianças aprendem a resolver problemas propostos em sala, além de redigirem seu próprio texto’’, comparou Cleusa.
  De acordo com Luciana Costa Fontes, coordenadora geral do projeto, estender o Folha Cidadania à outras cidades significa, prioritariamente, a ampliação do número de crianças contempladas. ‘‘O Paraná é um dos estados com menor índice de leitura do país. É por isso que a gente levanta essa bandeira. Queremos estruturar esse projeto para obter resultados. Já passou da hora dos veículos de comunicação se envolverem em propostas como essa’’, disse.
  ‘‘Nas aulas eu exploro tudo que o jornal apresenta. Uma equipe monta um jornalzinho, outra prepara uma revista, ou até um livro com as informações encontradas. Até os anúncios de lojas podem ser tratados como uma situação-problema para que eles resolvam’’, comentou Regina Célia Cazado, professora da Escola Municipal Maria Teixeira Georg.

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