Maioria prefere celebração familiar
France Presse
Apesar das quantias enormes investidas em alguns países para organizar festividades memoráveis, recentes pesquisas indicam que a grande maioria das pessoas não pretende fazer loucuras para celebrar a chegada de 2000, e isso nas mais diversas latitudes. A opção geral parece ser a celebração em família ou entre amigos e não as extravagâncias.
Segundo uma pesquisa da revista Time, 72% dos norte-americanos não programaram nada de excepcional para a noite de 31 de dezembro e somente 19% deles querem organizar uma celebração mais importante do que a costumeira.
No Canadá, somente 37% das pessoas consultadas pelo jornal La Presse disseram ter um projeto especial de comemoração apra o Ano Novo.
Na Polônia, assim como na Holanda, três quartas partes das pessoas pretendem passar a noite de fim de ano em família ou com amigos. E na Grã-Bretanha, mais de 50% dos consultados passarão a noite em suas casas.
Este desinteresse pelas grandes comemorações, apesar das intensivas campanhas publicitárias, parece ser devida a três principais fatores: os preços exagerados apresentados até agora por hotéis, restaurantes e agências turísticas, o medo das multidões nos centros das cidades onde estão programadas as festas principais Londres, Paris, Nova York, Sydney e, finalmente, o temor dos possíveis problemas provocados pelo bug 2000.
Por causa disso, muitas manifestações tiveram de ser reduzidas ou até mesmo canceladas. Por exemplo, em Nova York, a festa do século anunciada em Manhattan, cujos preços iniciais eram de entre 1 mil e 2 mil dólares, será realizada em outro local de dimensões mais modestas e com preços mais razoáveis. Em Los Angeles, um conjunto de grandes manifestações foi cancelado devido à pequena venda de ingressos.
Na Índia, uma suntuosa festa programada para os templos de Khajuraho (Centro), famosos por suas esculturas eróticas, foi suspensa.
E apesar do gigantesco investimento (cerca de 10 bilhões de dólares) feito por Londres para estar à altura de sua pretensão de ser a capital mundial das celebrações do milênio, o entusiasmo dos turistas estrangeiros não atingiu o nível esperado.
No início do ano, o Departamento de Turismo da capital britânica estimava em pelo menos três milhões o número de pessoas esperadas nas ruas de Londres na noite de fim de ano. Sua única ambição agora é que haja muita gente.
Na França, para a ceia de fim de ano, sete em cada dez restaurantes aumentaram seus preços em relação a 1998, com altas de 73% em média, mas em Paris os restaurantes registram aumentos de até 110%, segundo uma pesquisa realizada pela firma especializada Coach Omnium.
Como resultado deste vertiginoso aumento de preços, a maioria dos franceses prefere fazer em suas casas a ceia de Ano Novo. O mesmo panorama é assinalado por numerosos profissionais do turismo da Europa, Estados Unidos e América Latina.
De qualquer modo, quem perder esta festa de Ano Novo e século novo terá oportunidade de recuperar o perdido no próximo ano. Como exemplo, o presidente cubano, Fidel Castro, anunciou a seus concidadãos que não haverá nenhuma celebração particular este ano, considerando que o terceiro milênio só começa na realidade no dia 1º de janeiro de 2001.





