Alunos praticando pelos cantos, movimentação intensa, integração entre professores, artistas, estudantes, todos comendo um ao lado do outro na praça de alimentação. Essa convivência é muito comum na Oficina de Música de Curitiba e a semelhança não é mera coincidência. O fundador e diretor artístico do Festival de Música de Santa Catarina (Femusc) foi o diretor da oficina na capital paranaense entre 2001 e 2005.
''O que a gente fez em Curitiba continua acontecendo aqui e as ideias continuam se multiplicando. Temos também uma grande preocupação pedagógica e social, em muitas das apresentações incluimos também hospitais, lares de idosos e também igrejas'', afirma Klein. É bom lembrar que nesta época do ano as chuvas castigam a região de Jaraguá do Sul e ações sociais são importantes na ajuda aos desabrigados.
Além de usar o Femusc como carro-chefe para promover Jaraguá do Sul, com 130 mil habitantes, a pólo turístico-musical (a exemplo de como Joinville é para a dança), Klein pretende tornar a cidade num centro de excelência da música, atraindo o público para o festival. ''Isso é preparar para o futuro. O futuro das belas artes é ir até o público. A ideia do público vir até nós morreu. Hoje em dia o público recebe em casa entretenimento e conteúdo intelectual. Aqui temos 450 alunos sendo preparados para esse futuro.''
O grande plano de Klein, no projeto de formar músicos de alto nível, é o de promover um grande intercâmbio entre Brasil e a China. ''Gravamos um DVD que vai ser lançado na China e no Brasil. Nossos jovens têm que fazer parte disso'', diz ao falar sobre o material feito em parceria com o maestro Tao Fan e a solista-prodígio Sophia Chan. ''Quero orquestras inteiras na China, nesse intercâmbio com o Brasil.'' (C.Y.)

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