Maestro americano rege a Sinfônica da UEL
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de junho de 1998
Ranulfo Pedreiro 
A Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina se apresenta hoje, às 10h30, no Cine-Teatro Ouro Verde, com regência do maestro norte-americano Edward Dolbashian. O concerto terá entrada franca, e a orquestra vai executar a Gruta de Fingal, op. 26, de Mendelssohn; a Petite Suite, de Debussy; a Introdução e Rondó, de Saint-Saens - com solo do violinista Evgueni Ratchev -, e a Sinfonia nº5, op.28 de Beethoven.
O maestro Dolbashian está em Londrina desde o dia 8 para ensaiar a orquestra, e amanhã embarcará de volta aos Estados Unidos, onde atua como diretor de Orquestra e Estudos de Regente de Orquestra da Universidade de Missouri-Columbia e diretor de Música da Alton Symphony, de Alton, Illinois.
A presença de Dolbashian em Londrina é o primeiro resultado de um convênio firmado entre a UEL e a Universidade de Colúmbia. Esse acordo vai permitir um intercâmbio para que músicos daqui possam ir aos Estados Unidos, e músicos de lá possam atuar aqui com uma orquestra profissional, comenta Dolbashian.
O americano revela que a única informação que tinha era que a orquestra da UEL havia se profissionalizado há dois anos. É uma orquestra nova não só no tempo, mas também no sentido de uma nova experiência. Londrina deve ficar entusiasmada com o fato de ter uma orquestra própria. Uma cidade tão jovem ter uma orquestra assim é uma coisa formidável, elogia.
Como o maestro passaria pouco tempo na cidade - cerca de oito dias - o repertório foi escolhido em Londrina para facilitar o trabalho: É uma combinação de músicas que a orquestra já conhecia e novidades. Só havia tempo de fazer cinco ensaios, por isso a escolha foi feita para facilitar esse contato.
O convênio também está gerando a expectativa de que alguns músicos londrinenses possam se aprimorar nos Estados Unidos: A expectativa é que o maestro Norton Morozowicz vá para lá reger por algum tempo e com isso decida ampliar esse intercâmbio, explica Edward Dolbashian.
Nos EUA sentimos falta de tocar com uma orquestra profissional, enquanto aqui há escassez de professores neste nível, completa. O maestro já esteve no País há 11 anos, durante um festival em Belém. Eu fiquei impressionado com a música regional do Brasil, é muito alegre, e as melodias ficaram se repetindo em minha cabeça, relembra, acrescentando que, nos Estados Unidos, o brasileiro mais executado é Villa-Lobos. O idioma não representou nenhum problema para os ensaios: A música é uma linguagem universal, e os músicos se entendem nesta linguagem.
A orquestra da UEL também recebeu elogios: Como regente fico contente ao ver uma orquestra nascer. Ela é um instrumento vivo, que tem que ser cuidado, que tem que crescer como uma criança, para se tornar uma coisa muito bonita. E os maestros estão fazendo um ótimo trabalho para que a orquestra seja uma coisa muito importante no futuro. Se esta cidade é bonita de se ver, vai ser também bonita de se ouvir.
Concerto com a Orquestra da UEL - Com regência do maestro Edward Dolbashian e solo do violinista Evgueni Ratchev. Hoje, às 10h30, no Cine-Teatro Ouro Verde, na Rua Maranhão, 85, em Londrina. A entrada é franca. A Temporada Ouro Verde 98 da orquestra continua com apresentações nos dias 29 de agosto, 26 de setembro, 24 de outubro, 8 de novembro (nos Concertos Matinais), 21 de novembro e 19 de dezembro.


