ReproduçãoGrande Otelo imortalizou o personagem de Mario de Andrade, no cinema.

O livro ‘‘Macunaíma’’, de Mario de Andrade, publicado em 1928 acaba de ser publicado na França pela editora Stock. É o primeiro volume de uma nova série da coleção Archives, que propõe a edição crítica, em francês, dos grandes clássicos da literatura sul-americana do século XX. ‘‘Macunaíma’’ é apresentado, comentado e analisado por especialistas da obra e das letras brasileiras.
Alternando o cômico e o trágico, o livro conta as picantes aventuras de um ‘‘herói sem caráter’’ que se lançou em busca de seu talismã perdido. Em cada página, o autor mistura mitologias indígenas, africanas e européias e reinventa as suas próprias, entrecruzando as culturas do Norte e do Sul de seu país. Trata-se de um texto malicioso, voluptuoso, que funde, à sombra dos escritores românticos do século XIX, o espírito, a linguagem e a literatura do Brasil.
Ao ser pulibado, o livro provocou um um escândalo entre a burguesia de São Paulo, com seu tom paródico e satírico. Adotando as formas das revoluções literárias européias, Mario de Andrade manejava como um mestre a irreverência, para melhor afirmar a identidade de sua terra.

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