Machu Picchu, o point dos mochileiros
Lima - Machu Picchu é o destino preferido da maioria dos mochileiros. O complexo de ruínas incas, que passou invisível aos olhos dos conquistadores espanhóis e permaneceu incógnito até 1911, povoa o imaginário de milhares de pessoas que escolhem todos os anos esse ponto turístico no Peru. Não por acaso, a visão e a magia do lugar enchem os olhos dos turistas que atingem os 2.400 metros de altitude.
Não importa que você tenha ouvido mil relatos de amigos sobre o centro de astronomia e religião inca ou conheça todos os pormenores da história da antiga civilização. É preciso estar lá para entender por que Machu Picchu era uma cidade sagrada.
Chegar não é fácil. Ainda mais se a opção for colocar o pé na estrada, ou melhor, na trilha inca. O caminho é bem orientado e seguro, mas por normas das autoridades peruanas, só é possível entrar acompanhado de um guia.
Agências de turismo da cidade de Cuzco oferecem o programa de quatro e de dois dias exceto em fevereiro, quando o caminho de quatro dias fecha para limpeza. Mas atenção: o governo exige que se faça a reserva três dias antes da partida.
A trilha de quatro dias é recomendada para quem tem bastante fôlego, pois são 48 quilômetros de árdua caminhada. O ponto de partida é a cidade de Ollantaytambo. O primeiro dia é de uma cansativa andança de 16 quilômetros, cheia de subidas e descidas e algumas ruínas.
No segundo dia, 12 quilômetros de subida e o aventureiro chega a 4.200 metros de altitude extenuado. O terceiro dia é o mais longo, com 17 quilômetros percorridos em cinco horas, mas para quem já passou pelos dois primeiros trechos de caminhada, esse vai parecer moleza.
No terceiro dia, logo no início, vê-se uma ruína onde os mensageiros incas descansavam. Nessa noite, em vez de acampar, o turista dorme em uma hospedaria próxima das ruínas de Winay Wayna. O antigo vilarejo era habitado por 60 pessoas. Hoje, conserva 60% da construção original. Era o local onde os incas se purificavam, em banhos de água corrente, para entrar nas famosas ruínas sagradas.
No quarto dia, muito antes de o sol nascer, iniciam-se as últimas duas horas de caminhada. Ao atingir o Portal do Sol (Intipunku), os primeiros raios estarão aparecendo no horizonte.
Então, já é possível observar, a 2.400 metros de altitude, entre as montanhas de Machu Picchu (''Montanha Velha'') e Wayna Picchu (''Nova'') a cidade que abrigou cerca de 2 mil habitantes agricultores, sacerdotes, virgens do Sol e nobres. Machu Picchu.
Em seu tempo áureo, o império inca chegou a ter 10 milhões de habitantes e ocupava Peru, Bolívia, Equador, parte da Argentina e do Chile. Mas a cidade mais enigmática da civilização só foi descoberta em 1911 pelo historiador americano Hiram Bingham. Sua intenção era encontrar a lendária Bilcabamba, onde teria se dado a última luta entre espanhóis e incas. Seguindo o Vale Sagrado uma série de ruínas nos arredores de Cuzco e o Rio Urubamba, acabou avistando Machu Picchu em 24 de julho.
Para quem não quiser fazer esforço, um trem faz o trajeto entre Cuzco e Águas Calientes, povoado próximo onde há banhos termais. De lá pega-se um ônibus até o cume. O sítio arqueológico fica aberto das 8 horas às 17 horas.
Cuzco Machu Picchu atrai pela magia, mas Cuzco é que fica com os louros de ser a cidade mais charmosa da viagem. Além de ter sido capital do império inca ainda conserva muitas fundações de pedra, abaixo das igrejas e construções, e ruas de pedra no bairro San Blás , ela sofreu forte influência da colonização espanhola. Francisco Pizarro chegou à região em 1534 e travou muitas batalhas com os incas. San Blás, com suas ruas estreitas e casas antigas, guarda os melhores traços da arquitetura colonial do século 16.
Em Cuzco, que quer dizer ''umbigo'' no idioma quíchua, encontra-se de tudo, inclusive turistas do mundo inteiro. A Plaza de Armas é a mais frequentada pelos estrangeiros, que sentam nos bancos e contemplam a catedral, feita de material extraído de antigas muralhas e templos, e a igreja da Companhia de Jesus. É nesse local que se concentram restaurantes, cyber cafés e a danceteria mais famosa do local Mama Africa. As ruas laterais são ricas em lojas de artesanatos e galerias de arte.
Vale a pena comprar o ''boleto'' (ingresso) turístico de US$ 10 e visitar as ruínas de Saqsayhuaman centro religioso e importante fortaleza inca na luta contra espanhóis , Pisac, Ollantaytambo, Chinchero e alguns museus na cidade.





