Luz do SERRADO nos pincéis de Miguel Penha
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Liliana Onozato<br> Reportagem Local 
São 26 anos focados em telas, pincéis e tintas, que retratam temáticas místicas, de fauna e flora. O artista plástico Miguel Penha, natural de Cuiabá (MT), busca na técnica, aliada à sensibilidade, captar fragmentos de seu cotidiano naturalista. Parte de seu trabalho pode ser conferido na 47 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina.
Suas obras também estão expostas em outros dois locais de Londrina, por iniciativa da marchand Laura Lepri. ''Comecei a pintar em 1980 com bico de pena e lápis de cor. Como meus primeiros trabalhos foram comercializados, me senti motivado a continuar'', revelou Penha.
A linha condutora de seu estilo ganhou em 1986 os primeiros pilares do que seria consolidado mais tarde. ''Essa linguagem artística surgiu quando eu morava na Chapada dos Guimarães (MT). Na época, era quase mata virgem com apenas um povoado. Lá tive um contato maior com a natureza, a luz dentro da mata, as cores, tudo que se definiu neste período'', destacou.
Penha disse que seu ofício ultrapassa a ''função decorativa'', já que também faz registro das espécies nativas. ''Os professores e estudantes da universidade gostam bastante do meu trabalho. Tenho vontade de um dia desenvolver um projeto para mapear espécies, mas teria que ficar durante muito tempo em uma reserva para isso, e é caro'', explicou o artista que também dedica parte de seu tempo estudando as características e propriedades terapêuticas de diversas plantas.
Agraciado por elogiosas menções por onde seu trabalho passa, Penha também foi foco de crítica de Oscar D'Ambrósio, mestre em Artes Visuais pela Unesp e Crítico Internacional pela Aica-Brasil. Além disso, segundo a marchand, o artista será citado, ainda este ano, no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas, organizado por André Sefrin.
Em meio a tanta devastação e sinais nada esperançosos do futuro do meio ambiente, Penha retrata em suas telas - com certo eufemismo - uma realidade que começa a incitar ares saudosos.
Serviço:
- Telas de Miguel Penha
Onde - no Pavilhão Internacional/Casa do Criador e na Casa do Charolês,
ambas na 47 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina; as obras do artista também podem ser conferidas no hall do hotel Blue Tree, em Londrina e em São Paulo (Morumbi) até dia 30
Quando - Até domingo


