A sugestão no sexo e cinema faz parte das preliminares dos melhores enredos, mas no filme francês ''A Garota de Mônaco'' (veja programação de cinema na pág. 2) não é suficiente para esquentar o clima.
Crime e luxúria também são ingredientes que garantem o sucesso de muitas tramas. Na comédia da diretora Anne Fontaine, mais conhecida como atriz, nem essa pegada mais forte é capaz de espantar a sensação de déjà vu.
Resta ser seduzido pela beleza espevitada de Louise Bourgoin, indicada ao César de Melhor Atriz, juntamente com Roschdy Zem, Melhor Ator Coadjuvante.
Bertrand (Fabrice Luchini) é um famoso advogado, que chega em Mônaco para defender uma criminosa e passa a ser protegido pelo guarda-costas Christophe (Zem).
O advogado conhece Audrey (Bourgoin), uma garota sexy que apresenta o tempo em uma emissora de TV.
Fascinado pela beleza e sensualidade da moça, Bertrand se transforma num idiota, que põe em risco mais do que a carreira.
Audrey tem aquela coisa que seduz os cafajestes: podem fazer de tudo, ser amorais e sem pudores que é impossível deixar de gostar delas.
Logo nas primeiras cenas, a frase de Bertrand, ''Um primeiro beijo é considerável'', abre as inúmeras possibilidades do que é apenas sugerido no filme.
Diálogos de personagens que deixam escapar coisas como, ''...os sentimentos são contraditórios'', não mostram tudo, mas revelam que a troca de olhares entre o advogado e o guarda-costas é mais passional do que está explícito.
Intenções e contradições que também contribuem para que o que era para ser uma comédia fique somente na insinuação.

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