Luxo e tradição de volta a Araxá
ARAXÁ Ele voltou. O Grande Hotel Araxá, construído na década de 1940 em pleno Estado Novo de Getúlio Vargas, foi reinaugurado trazendo de volta todo seu glamour e tradição. A cidade onde viveu a mítica Dona Beja, que encantava e surpreendia os homens de sua época, resurge com a reimplantação do empreendimento. Fechado há oito anos, quando era administrado pelo governo de Minas Gerais, o hotel volta mais moderno e funcional, agora sob o comando da Tropical Hotel Brasil, segunda maior rede hoteleira do país.
Edificado em uma época de efervecência política e social, mas repleta de ufanismo, o hotel abriga grandes salões dourados, lustres de cristais da Bohemia, cristas bisotados nas janelas, pisos multicoloridos, jardins de inverno, recantos para leitura e chá, tudo em 45 mil metros quadrados em três blocos de seis andares. A megaestrutura é resultado dos tempos em que tudo era feito para impressionar.
A reabertura só foi possível depois de ampla reforma e revitalização que custou mais de R$ 50 milhões aos cofres da Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) e do Consórcio Santa Bárbara/Tropical, que vai explorar o potencial do empreendimento pelos próximos 50 anos.
Aberto desde o dia 19 de dezembro, o Grande Hotel, edificado no estilo missões, funcionará sob o sistema soft openning até julho. Até lá, 105 dos 283 apartamentos estarão à disposição dos hóspedes. A idéia da direção é construir um prédio com mais 300 apartamentos ao lado do hotel. O preço da diária varia de R$ 250,00 casal em apartamento standart a R$ 2,5 mil na suíte presidencial, que já recebeu a grande maioria dos governantes do país. Mesmo em caráter experimental, a direção espera que até o fim do primeiro semestre 70% dos apartamentos estejam ocupados.
Segundo o gerente executivo, Mario Pio, a partir de agora será adotado no hotel o conceito resort, que visa atrair grandes eventos empresariais. Três empresas já agendaram para esse semestre eventos aqui no hotel. Nós temos certeza que esse segmento virá definitivamente para cá, considera. Ele não descarta a possibilidade de turistas europeus, interessados nas águas medicinais do Complexo do Barreiro, se hospedarem no Grande Hotel. Isso aqui é um produto para europeu. Não há um complexo termal do porte do nosso em toda América do Sul, garante.
Outro filão tratado como prioridade é receber famílias completas, desmistificando a idéia de que as atrações turísticas de Araxá são voltadas para a terceira idade. Queremos trazer crianças, jovens, adultos e idosos. Pessoas que usem as termas, mas que busquem sa© úde e não doença, avalia o gerente geral, Guilherme Lobo.
O gerente admite que o hotel é um produto para as classes A e B, mas, segundo ele, nada impede que turistas se hospedem em outros hotéis e desfrutem das atrações do Complexo do Barreiro. No caso das termas, a idéia é flexibilizar o preço a fim de atrair mais turistas. São dois produtos diferenciados, explica Lobo.





