Luto no universo dos quadrinhos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de janeiro de 2001
Nelson Sato De Londrina 
Tristeza no mundo das histórias em quadrinhos. O criador de Tex, Giovanni Luigi Bonelli, morreu na última sexta-feira, dia 12, em uma clínica da Itália. O funeral seria ontem, às 10h30, na Capela Interna do Cemitério Monumentale, de Milão.
Bonelli havia completado 92 anos no dia 22 de dezembro. Passou todo o ano sob cuidados médicos depois de enfrentar problemas cardíacos e pulmonares. Tex, sua mais famosa cria, foi gestada em parceria com o desenhista Aurelio Galleppini.
Antes de lançá-la, desenvolveu o talento de roteirista escrevendo contos, romances, aventuras, poesias e outras histórias em quadrinhos. Sua obra inclui títulos como Os Três Bill, Furio, Yuma Kid, Hondo, Ipnos e Yorga. Nos anos 60, esteve à frente das revistas O Vitorioso e O Audaz.
Nenhuma delas, porém, repercutiu e durou tanto quanto a revista do caubói. Tex estreou nas bancas em setembro de 1948, depois ultrapassou fronteiras transformando-se em sucesso editorial em todo o mundo. No Brasil, mantém periodicidade regular até hoje, sendo publicado pela editora Mythos.
Suas histórias, sempre em preto-e-banco, podem ser lidas com pouco ou nenhum conhecimento prévio dos personagens (às vezes, até sem necessidade de que se tenha lido o número anterior). Bonelli escreveu as aventuras do herói até os 70 anos, quando passou a revezar com Claudio Nizzi passando-lhe a bola na metade dos anos 80.
Graças às boas vendas do gibi, o autor pôde investir no negócio dos quadrinhos fundando a editora Bonelli Editore, que hoje é tocada pelo seu filho Sergio Bonelli.


