O escritor norte-americano George Plimpton morreu anteontem à noite aos 76 anos em seu apartamento em Manhattan, nos Estados Unidos. A causa da morte não foi anunciada. Aclamado como ''figura central das letras americanas'' quando, em 2002, foi nomeado para a Academia Americana de Artes e Letras, Plimpton passou boa parte de sua vida criando literatura de assuntos pouco literários.
Com esse espírito escreveu o conhecido livro ''Paper Lion'', um documento no qual narra sua experiência quando jogava no time de baseball Detroit Lions em 1963.
Mas foi seu trabalho à frente da revista ''The Paris Review'', que ajudou a fundar em 1953, que o tornou conhecido e admirado no meio literário. A reputação da publicação concentrava-se em dois pontos: publicar trabalhos de autores emergentes e cultivar as entrevistas. Philip Roth e Jack Kerouac estão entre os autores ''descobertos'' por Plimpton. A entrevista mais conhecida publicada é a com William Faulkner, que fala de sua forma de composição literária. Mais respeitada que lida, a revista sempre sobreviveu de doações de amigos ricos.
Na década de 50, Plimpton iniciou uma produção jornalística ''participativa'', as bases do chamado ''new journalism'', que ele praticava como uma verdadeira arte de narrar o pânico. Numa cultura onde milhões fantasiavam em transformarem-se em estrelas de cinema e heróis do esporte, Plimpton colocava-se como personagem, interferência sempre cômica e instrutiva.
Típico nova-iorquino, Plimpton sempre foi conhecido pelo público pelo seu lado ''outsider'', embora tenha nascido na alta sociedade, filho de pais diplomatas. Ele parecia conhecer todo mundo, desde atletas a artistas, e mantinha uma conexão profunda com o mundo político. Robert Kennedy, por exemplo, foi seu colega de classe em Harvard. Seus livros incluem ''Bogey Man'' e ''Shadow Box''. Este ano, decidiu escrever suas memórias e assinou um contrato de US$ 750 mil com a Little, Brown and Co.

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