Lulu Santos volta a flertar com o samba
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sexta-feira, 08 de janeiro de 2010
Mariana Maziero<br> Folhapress 
Já está nas prateleiras o mais recente disco de estúdio de Lulu Santos, ''Singular'', que marca uma nova fase na carreira do cantor. Depois de um jejum de duas décadas, o carioca volta a flertar com o samba - sua última aproximação com o ritmo havia sido com o disco ''Popsambalanço e Outras Levadas'' (1989). De quebra, investe em composições instrumentais.
No entanto, o novo álbum não tira a identidade pop do músico, que já soma 27 anos de carreira e incontáveis hits. Com fôlego invejável, nesse período, Santos colocou na praça nada menos do que 22 álbuns -contando com ''Singular''- e contabilizou mais de 5 milhões de cópias vendidas.
Lançar um disco de inéditas gravado em estúdio não fazia parte dos planos iniciais do compositor para o ano novo. Santos revela ter cogitado editar o show do disco anterior, ''Long-Play'' (2007), para lançar um DVD. Mas a vontade de fazer uma obra diferente foi maior, e ele acredita ter voltado aos estúdios no momento certo para divulgar produções suas que até então não haviam sido gravadas.
''Ainda que as músicas já estivessem prontas e até tivessem sido testadas no palco, foi preciso surgir uma demanda externa, do mercado. E isso aconteceu com a inclusão do então single ''Baby de Babylon' (uma das faixas do novo disco) na trilha sonora da novela ''Viver a Vida'. Dessa vez, trabalhamos em um processo inverso'', explica.
Ele lembra ainda que ter uma música em um folhetim da emissora carioca não é novidade em sua trajetória. ''Tive a sorte de ter canções minhas incluídas nas trilhas de 28 novelas. O que posso afirmar é que mal não faz. Vez ou outra, isso até faz a canção'', conta.
Seu 22º disco é composto por 11 músicas inéditas e uma releitura de ''Zazueira'', composição de Jorge Ben Jor gravada anteriormente para o CD e o DVD especiais ''O Baile do Simonal''. Já o título do álbum foi emprestado da canção de mesmo nome, que, segundo o carioca, resume a fase atual de sua carreira. ''Achei que ''Singular' consegue sintetizar as propostas desse trabalho: ser próprio e peculiar. Espero, na melhor das hipóteses, que o CD gere interesse e curiosidade nas pessoas'', comenta.
Criativo, o cantor inova ao colocar duas músicas instrumentais, também de sua autoria. ''São meditações anteriores que só acharam a sonoridade certa nesse momento. É uma questão de aprimoramento mesmo. Só vem com o tempo''.


