Luiza Possi lança álbum com composições próprias
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Fabiana Schiavon<br>Folhapress 
São Paulo - Com um pé na MPB e outro no rock, Luiza Possi lança o seu sétimo álbum, "Sobre o Amor e o Tempo". Nele, reúne músicas próprias, um dueto com Lulu Santos (seu parceiro nas gravações do "The Voice"), uma regravação de Erasmo Carlos e criações de Arnaldo Antunes e Marisa Monte.
"Esse disco não foi feito por impulso. Pensei exatamente no que eu queria para o álbum, aonde ele poderia me levar. Certamente, é uma fase mais madura. Fase que, aliás, não é uma escolha. A gente fica maduro quando cai da árvore", brinca Luiza.
A faixa "Dois em Um", cantada com Erasmo, foi um pedido de Luiza ao filho dele, Léo Esteves. "O Léo escolheu uma canção e me mandou. Eu adorei. E acabei descobrindo que o Erasmo já a havia gravado com o meu pai", diz Luiza, referindo-se ao disco "Santa Música" (2002), que contou com a participação do produtor Líber Gadelha, pai dela. "Pedi a ele que o formato de rap original da música fosse mantido. Aí, ele gravou logo de manhã para aproveitar a voz mais grave."
Luiza mostra o lado compositora nas românticas "Tão da Lua", "Venha" e "D.C.". "Compor é um trabalho de exorcismo. Às vezes, não conseguimos nomear os sentimentos, mas eles aparecem no papel e se transformam em melodia", diz a cantora, que vê na criação uma forma de se diferenciar da mãe, Zizi Possi. "Como sou filha dela, preciso firmar a minha identidade."
Parceria com Lulu
Amiga de Lulu Santos desde criança, Luiza Possi acabou se reaproximando do músico nas gravações do "The Voice" (Globo), em que ela auxilia o técnico Daniel. "Eu não tinha nem 4 anos e chorava porque ele cantava com a minha mãe e não comigo", brinca Luiza, que agora conseguiu firmar um dueto com Lulu em seu novo álbum: a inédita "Tempo em Movimento", parceria dele com Nelson Motta. "Ele também gravou a guitarra e, logo, lançaremos um videoclipe, que está ficando lindo."
Luiza ainda comemora sua participação no "The Voice" e vai contra algumas críticas de que os participantes mais gritam do que cantam. "Não acho que seja um concurso de gritaria, mas é uma competição. Então, alguns fazem mais firulas e cantam mais alto para chamar a atenção", explica. "O bom de estar lá é poder dizer a eles que isso não é necessário. Veja pela minha mãe, pela Gal Costa. Interpretar, às vezes, é baixo, é reto", dispara.


