Os traços delicados e a aparência de adolescente de Luiza Curvo se contrastam com sua trajetória profissional madura. Hoje, aos 28 anos, a intérprete da enfermeira Rosângela de "Conselho Tutelar", próxima série da Record, reforça que a sua entrada precoce na televisão, em "Sonho Meu", exibida pela Globo em 1993, não atrapalhou sua infância. Pelo contrário. A atriz recorda que estrear cedo foi determinante para não ter dúvidas de que carreira seguir. "Ter começado ainda criança foi importante para associar o que eu queria ou não para a minha vida. Não hesitei na escolha para a vertente artística", ressalta.
Ao longo dos cinco episódios da primeira temporada, a personagem de Luiza aparece nas cenas como a ex-namorada do conselheiro César, interpretado por Paulo Vilela, com quem mantém uma boa relação. A atriz reforça a importância do papel para o desenrolar da história quando Rosângela se envolve nos acompanhamentos de proteção para crianças e adolescentes. "Ela o ajuda a amadurecer em cada caso. É uma espécie de braço direito de César", revela. Como uma das enfermeiras da trama, Luiza adianta que a reaproximação do ex-casal vai ser ambientada no hospital em que sua personagem trabalha. "Os dois se encontram por acaso, no momento em que César estiver dando assistência a uma usuária de drogas", conta.
Com direção de Rudi Lagemann, a produção prioriza uma abordagem séria, que gira em torno da violência contra menores, com dramatização de casos verídicos. Para Luiza, estar envolvida em um projeto que trata sobre questões sociais do País a estimulou desde o primeiro momento das gravações, concluídas em apenas um mês. "O interessante não é ser um trabalho somente para o entretenimento e sim relevante para a sociedade", elogia. Por isso, para se inserir nesse contexto, a atriz estudou minuciosamente o roteiro com o intuito de entender um pouco mais sobre o trabalho dos conselheiros tutelares. "O menor acaba sendo uma das bases mais desprotegidas. Conversei bastante sobre isso com a equipe de produção", conta.
Longe das novelas desde 2012, quando viveu a dona de casa Laís, em "Máscaras" da Record, a atriz admite gostar da linguagem específica de séries e toda a sua estrutura de produção. "Mesmo sendo a curto prazo, acredito que há um aprofundamento maior com uma rede de contatos extensa também", confia ela, que emendou os trabalhos de "Conselho Tutelar" com o telefilme "História de Verão", que será exibido no fim do ano pela emissora. "É uma história de amor, mas não tem uma pegada tão leve. A narrativa é bem instigante", adianta.
Além de se dedicar à interpretação, Luiza divide o tempo com artes plásticas. Ela, inclusive, costuma pintar diversas telas – uma expressão artística que a ajuda no desempenho diante das câmaras. "Me dá liberdade e gosto de pintar quando acabo de estudar interpretação, até para extravasar", revela.

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