Lucinha Araújo prepara livro com letras e textos inéditos de Cazuza
São Paulo, 24 (AE) - Além do espetáculo "Cazas de Cazuza", que é um grande estímulo para as novas gerações conhecerem a obra do poeta, sai até julho um novo livro com todas as letras inéditas, entrevistas com seus parceiros musicais e textos e fotos desconhecidos pelo público de Cazuza. Lucinha Araújo, a mãe do compositor, está organizando a nova obra, que tem o título provisório de "O Poeta Está Vivo", e será lançada pela Editora Globo.
"Eu e João (Araújo, pai de Cazuza) temos guardadas letras inéditas (parte delas acessíveis no site www.cazuza.com.br) e textos, e, como não somos eternos, é preciso registrar a obra desse grande poeta", conta Lucinha, em entrevista à reportagem. Segundo ela, os parceiros darão entrevistas contando histórias das principais canções, em especial o Frejat, que foi o mais constante. "Todos têm a liberdade para dar a abordagem que for mais natural".
Nesse livro, Lucinha vai colocar toda a obra do poeta. No total, são 156 letras. A obra será um documento informativo. O livro não terá conteúdo biográfico, pois toda a história foi contada em "Cazuza - Só as Mães São Felizes", lançado em 1997, que contou com o texto final da jornalista Regina Echeverria. "O meu papel nessa obra será apenas o de juntar inéditos, fotos
todas as letras e ter o prazer de vê-la pronta e impressa", afirma. "Terei a sensação de ver mais uma etapa cumprida, pois Cazuza merece". E seus admiradores também.
Sobre revelações, Lucinha imagina que novas histórias interessantes surgirão. "Já pensaram nas circunstâncias em que foram compostas estas canções?", indaga. O livro trará alguns textos, mas poucos. "Seu forte era a poesia", diz. Nesse trabalho, Regina não será sua parceira, pois já tem outros compromisos. Ela está a procura de outra escritora. Lucinha acredita que as poesias, somadas às entrevistas com parceiros do filho, serão uma grande referência para quem quiser conhecer a genialidade do seu filho.
Nilo Romero, Rita Lee, Gilberto Gil, Jorge Israel, Rogério Meanda, Ezequiel Neves, Dé, Bebel Gilberto, Joanna, João Donato e Lobão serão alguns dos entrevistados. A arrecadação com a venda do livro, assim como ocorreu com o primeiro, será integralmente revertida para a Sociedade Viva Cazuza - uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, fundada em 1990, logo após a morte de Cazuza. (J.R)





